CHEGUE NA PAZ

17 de nov. de 2010

Poesia: És tu mãe gentil!

Na tua imensidão de beleza
Vejo-te oferecendo a teus filhos
O Solo em que brota o alimento
As Águas em que nos mata a sede e dá à vida
O Sol que brilha em beleza e harmonia
(parecendo ter sido colocado ali só para ti).

Teu Oceano...
Recebe em suas águas azuis
Teus filhos também na distração
E oferece alimento rico tal como a terra.

Vejo-te como senhora absoluta
Acima até mesmo das outras, e vejo muitos falarem
“Tu és o lugar escolhido pelo rei e criador do Universo!”

Aí paro!... diante de teus Riachos
Que me ofereces com relutante beleza
E penso... O quanto nós teus filhos tiramos de ti
Destruímos as Florestas em busca da madeira rara
E com isso lá assustamos teus Pássaros
Invadimos o habitat de nossos animais
E eles perdidos, por vezes morrem
A procura de outro lugar semelhante
Engraçado... (se nossa casa invadem temos até leis
Que nos protegem e nos sentimos ofendidos
Porém, quando somos nós os invasores
Este mesmo peso e medida não te servem)

Continuo a pensar...
Vejo tuas estradas cheio de pessoas
Que correm atrás de ares diferente...
(Porque onde estão tudo se faz pesado)
E vejo as grandes enchentes
Percebo o descaso dos governantes
Escolhidos por um povo de coração doce
Que se deixa levar por falsas promessas.

Mas, logo em seguida este bravo povo
Volta a ter confiança no futuro próximo
Logo após as grandes perdas...
Vejo todos de mão entrelaçadas trabalhando por seu próximo

Tu és! A mãe gentil que recebe em teu seio
O branco o negro o amarelo o mestiço
Povos de outros continentes
Acolhe a todos em teu imenso peito

Falta-nos a consciência de que agora
Precisamos voltar a ti
Adorável mãe...
E tratá-la com delicadeza e carinho
A fim de vir a ser o grande celeiro do planeta Terra
Para isto, basta que cada um de nossos gestos
Sejam praticados com muito amor

Vê-la como mãe e observarmos enfim que somos teus filhos.

Te amo minha mãe gentil BRASIL!!!

Paulo Nunes Junior

15 de nov. de 2010

Tipos de pessoas

Há 04 tipos de pessoas:




1º - A que ignora a necessidade de mudar.




2º - A que aceita a necessidade de mudar, mas tenta manter o status.




3º - A que aceita mudar, mas não vê como.




4º - A que aceita que o momento atual

é o mais importante da história

para fazer todas

as transformações necessárias.






O primeiro é atropelado pela mudança.
O segundo tenta viver no passado dos 'tempos dourados'.
O terceiro permanece sem perspectiva.
O quarto abre as portas de um novo horizonte.

do livro: Fazendo a diferença - Legrand

Reflexão com Maria Dolores

Lembrando-te, Senhor
A glória ao desabrigo
Aspiramos a ser
Migalha do Natal permanente contigo!
Faze-nos esquecer
As fraquezas e os erros que trazemos
E acolhe-nos na luz
Na luz eterna dos teus dons supremos
Deixa que nós sejamos
Na exaltação do bem que a tua vinda encerra
Inda que seja um traço pequenino
Do amor com que iluminas toda a Terra!
Concede-nos a bênção de espalhar
Junto daqueles que a penúria alcança
O pão que supre a mesa
E o verbo da esperança!
Onde a tristeza surja e a revolta se expanda
Em tormenta sombria
Queremos ser contigo
A semente da paz e o toque da alegria
Onde o infortúnio chore
Um sonho semimorto
Anelamos doar, na força de teu nome
A palavra de vida e reconforto!
Ante o Natal de volta às províncias do mundo
Na doce canção que nos invade
Transforma-nos, por fim, em parcela bendita
Da Celeste bondade!
Ampara-nos, Senhor, até que um dia
Além de nossas trilhas inseguras
Possamos nós também cantar, na harmonia dos anjos
- Glória a Deus nas Alturas!...

do livro: Antologia da Espiritualidade

Cuidado com o nosso espírito, os grandes sonhos e Deus

O ser humano-corpo-alma tem uma singularidade: pode sentir-se parte do Universo e com ele conectado; pode entender-se como filho e filha da Terra, um ser de interrogações derradeiras, de responsabilidade por seus atos e pelo futuro comum com a Terra. Ele não pode furtar-se a perguntas que lhe surgem ineludivelmente: Quem sou eu? Qual é meu lugar dentro desta miríade de seres? O que significa ser jogado nesse minúsculo planeta Terra? Donde provém o inteiro Universo? Quem se esconde atrás do curso das estrelas? O que podemos esperar além da vida e da morte? Por que choramos a morte dos nossos parentes e amigos e a sentimos como um drama sem retorno? Ora, levantar semelhantes interrogações é próprio de um ser portador de espírito. Espírito é aquele momento do ser humano corpo-alma em que ele escuta estas interrogações e procura dar-lhes um resposta. O ser humano como um ser falante e interrogante é um ser espiritual. Outro dado suscita a dimensão de espírito: a capacidade do ser humano de continuamente criar sentidos e inventar símbolos. Não se contenta com fatos. Neles discerne valores e significações. Escuta as coisas que são sempre mais que coisas porque se transformam em indicações de mensagens a serem decodificadas. Darei alguns exemplos. Diante do Rio Amazonas ficamos totalmente fascinados, fazemos a experiência da majestade. Ao penetrar na floresta, contemplamos sua inigualável biodiversidade e ficamos aterrados diante da imensidão de árvores, de águas, de animais e de vozes de todos os timbres, fazemos a experiência da grandeza. Diante dessa grandeza sentimos-nos um bicho frágil e insignificante irrompendo em nós o temor e o respeito silencioso, fazemos a experiência da limitação e da ameaça.
Quando vivenciamos o fascínio do amor, fazemos a experiência de um absoluto valor, capaz de tudo transfigurar; fazemos da pessoa amada uma divindade, transformamos o brilho do Sol num ouro em cascata e transformamos a dureza do trabalho numa prazerosa preocupação. Ao ver a mão suplicante da criança faminta, somos tomados de compaixão e mostramos generosidade. Todas essas experiências são expressões do espírito que somos nós. Mas há uma experiência testemunhada desde os primórdios da hominização, a do Numinoso e do Divino no universo, na vida e na interioridade humanidade. Como não reconhecer por trás das leis da natureza um supremo Legislador? Como não admitir na magnitude dos céus a ação inteligente de uma infinita Sabedoria, e na existência do Universo a exigência de um Criador? O ser humano chama essa suprema Realidade com mil nomes ou simplesmente dá-lhe o nome de Deus. Sente que Ele arde em seu interior na forma de uma presença que o acompanha e o ajuda a discernir o bem e o mal. O clã vital o leva a crescer, a trabalhar, a enfrentar obstáculos, a alcançar seus propósitos e a viver com esperança.
Esse clã está no ser humano, mas é maior que ele. Não está em seu poder manipulá-lo, criá-lo ou destruí-lo. Encontra-se a mercê dele. Não é isso um indício da presença de Deus em seu interior? O ser humano pode cultivar o espaço do Divino, abrir-se ao diálogo com Deus, confiar a Ele o destino da vida e encontrar nele o sentido da morte. Surge então a espiritualidade que dá origem às religiões. Elas expressam o encontro com Deus nos códigos das diferentes culturas. Os sábios de todos os povos sempre pregaram: sem o cultivo desse espaço espiritual, o ser humano se sentirá infeliz e doente e se descobrirá um errante sedento, em busca de uma fonte que não encontra em lugar nenhum; mas se acolher o espírito e Aquele que o habita, se encherá de luz, de serenidade e de uma imarcescível felicidade. Cuidar do espírito significa cuidar dos valores que dão rumo à nossa vida e das significações que geram esperança para além de nossa morte. Cuidar do espírito implica colocar os compromissos éticos acima dos interesses pessoais ou coletivos. Cuidar do espírito demanda alimentar a brasa interior da contemplação e da oração para que nunca se apague.
Significa especialmente cuidar da espiritualidade experienciando Deus em tudo e permitindo seu permanente nascer e renascer no coração. Então poderemos preparar-nos, com serenidade e jovialidade, para a derradeira travessia e para o grande encontro.

do livro: Saber cuidar - Ética do humano - Leonardo Boff

Vícios - como entender os maus hábitos

Estás, na Terra, com a finalidade de abrir sepulturas para os vícios e dar asas às virtudes. Substituindo o mau pelo bom hábito, o equivocado pelo correto labor, corrigirás a inclinação moral negativa, criando condicionamentos sadios que se apresentarão como virtudes a felicitar-te a vida. Teus vícios de hoje, transforma-os, no teu mundo íntimo, em virtudes para amanhã ao teu alcance desde agora. O hábito vicioso arraigado remanesce, impondo de uma para outra reencarnação suas características, assim impelindo o homem para manter a sua continuidade. Da mesma forma, os salutares esforços no bem e na virtude ressumam dos refolhos da alma, e conduzem vitoriosos aos labores de edificação. Toda ação atual, portanto, tem as suas matrizes em outras que as precedem, impressas nos arquivos profundos do ser. Libera-te pois, com esforço e valor moral, do mau gênio que permanece dominador, das paixões perturbadoras que te inquietam, e renova-te para o bem, pelo bem que flui do Eterno Bem.




Do livro: Vigilância - Joanna de Ângelis - 1987

Prece de Cáritas

DEUS, nosso Pai, que sois todo poder e bondade, dai força àquele que passa pela provação; dai luz àquele que procura a verdade, pondo no coração do homem a compaixão e a caridade. Deus, dai ao viajor a estrela guia; ao aflito a consolação; ao doente o repouso. Pai, dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a Verdade, a criança o guia, ao órfão o pai. Senhor, que a vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes.
Piedade Senhor, para aqueles que não vos conhecem, esperança para aqueles que sofrem. Que a Vossa bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda parte a paz, a esperança e a fé.
Deus, um raio, uma faísca do Vosso amor pode abrasar a terra.
Deixa-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita e todas as lágrimas secarão, todas as dores acalmar-se-ão. Um só coração, um só pensamento subirá até Vós como um grito de reconhecimento e amor.
Como Moisés sobre a montanha, nos Vós esperamos com os braços abertos, oh! Poder... oh! Bondade... oh! Beleza... oh! Perfeição, e queremos de alguma sorte alcançar a Vossa misericórdia.
Deus, dai-nos a força de ajudar o progresso a fim de subirmos até Vós.
Dai-nos a caridade pura; dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas, o espelho onde deve refletir a Vossa Santa e Misericordiosa imagem.

Isso se chama amor...

Você surgiu como suave melodia trazida pela brisa; dilatou-se no silêncio de minha alma e fez-se moldura em meu viver... Isso se chama ventura.
Há algo em você que transparece num olhar, como estrela no céu atapetado de astros e exterioriza-se num sorriso como canção tocada na harpa dos ventos... Isso se chama ternura.
Sem olhar, você me percebe; sem falar, você me diz; sem me tocar, você me abraça... Isso se chama sensibilidade.
Quando me perco em labirintos escuros, você me mostra o caminho de volta. Quando exponho meus tantos defeitos, você faz de conta que não nota. Se enlouqueço, você me devolve a razão... Isso se chama compaixão. Nos dias em que as horas passam lentas, sem graça e sem luz, nos seus braços eu encontro alento. Quando os dias alegres de verão partem e em seu lugar chega o outono, cobrindo o chão com folhas secas, e o verde exuberante cede lugar ao cinza, nos seus braços encontro harmonia...
Isso se chama aconchego. Quando você está longe, no espelho da saudade eu vejo refletida a certeza do reencontro. Nas noites sem estrelas, quando a escuridão envolve tudo em seu manto negro, você me aponta a carruagem da madrugada, que vem despertar o dia com suas carícias de luz... Isso se chama esperança.
Quando as marés dos problemas parecem tragar em suas ondas as minhas forças, em seus braços encontro reconforto.
Se as amarguras pairam sobre meus dias, trazendo desgosto e dor, sua presença me traz tranqüilidade. Você é um raio de sol, nos dias escuros.
É ave graciosa que enfeita a amplidão azul. Você é alma e é coração.
É poema e é canção. É ternura e dedicação. Nada impõe, tudo compreende, tudo perdoa.
Sua companhia é doce melodia, é convite a viver...
E tudo isso se chama amor!
Surge depois que as nuvens ilusórias da paixão se desvanecem.
Que a alma se mostra nua, sem enfeites, sem fantasias, sem máscaras.
Enfim, o amor é esse sentimento que brota todos os dias, como a flor que explode de um botão, ao mais sutil beijo do sol...
Isso, sim, se chama amor!

A serpente e o sábio

Contam as tradições populares da Índia que existia uma serpente venenosa em certo campo. Ninguém se aventurava a passar por lá, receando-lhe o assalto. Mas um santo homem, a serviço de Deus, buscou a região, mais confiado no Senhor que em si mesmo. A serpente o atacou, desrespeitosa.
Ele dominou-a, porém, com o olhar sereno, e falou:
- Minha irmã, é da lei que não façamos mal a ninguém.
A víbora recolheu-se, envergonhada. Continuou o sábio o seu caminho e a serpente modificou-se completamente. Procurou os lugares habitados pelo homem, como desejosa de reparar os antigos crimes. Mostrou-se integralmente pacífica, mas, desde então, começaram a abusar dela. Quando lhe identificaram a submissão absoluta, homens, mulheres e crianças davam-lhe pedradas. A infeliz recolheu-se à toca, desalentada. Vivia aflita, medrosa, desanimada. Eis, porém, que o santo voltou pelo mesmo caminho e deliberou visitá-la. Espantou-se, observando tamanha ruína. A serpente contou-lhe, então, a história amargurada. Desejava ser boa, afável e carinhosa, mas as criaturas peseguiam-na.
O sábio pensou, pensou e respondeu após ouví-la:
- Mas, minha irmã, ouve um engano de tua parte. Aconselhei-te a não morderes ninguém, a não praticares o assassínio e a perseguição, mas não te disse que evitasses de assustar os maus. Não ataques as criaturas de Deus, nossas irmãs no mesmo caminho da vida, mas defende a tua cooperação na obra do Senhor. Não mordas, nem firas, mas é preciso manter o perverso à distância, mostrando-lhe os teus dentes e emitindo os teus silvos.
* * *
Xavier, Francisco Cândido. livro: Os Mensageiros - André Luiz.
FEB, 1944.

Poesia: Palavra e vida

Não desprimores, nem firas
O coração que te escuta
Às vezes, em febre e luta
Na provação em que jaz
Pelo recurso da voz
Que instrui, conforta e elucida
Deus te deu, na luz da vida
O dom de fazer a paz.

Se contratempos te afligem
Entre as lembranças que deixas
Evita sombras e queixas
Não menosprezes ninguém
A ofensa que nos procura
Mesmo de modo impreciso
Dissolve-se, de improviso
Na fonte viva do bem.

Se a caridade te guia
Vencendo espinhos e males
Não te revoltes, nem fales
Agravando a treva e a dor
Toda palavra de auxílio
No bem espontâneo e puro
É tijolo do futuro
Erguendo o Reino do Amor.

Quando falas e onde falas
Traças caminhos e normas
Pelas imagens que formas
Nas palavras tais quais são
Como dizes no que diga
Constróis jardins e moradas
Emendas pontes e escadas
De queda ou de elevação.

À frente de quem te humilha
Não devolvas pedra e lama
Cala, serve, ampara e ama
Na expressão que se traduz
Eis que o céu se manifesta
Na bondade que irradia
Contempla o sol cada dia
É bênção falando em luz.

Francisco Cândido Xavier - Maria Dolores

14 de nov. de 2010

Vídeo: Paz pela paz - Nando Cordel

Vídeo: Não me trate assim - Nando Cordel

Refletindo...

Frase

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto." (Rui Barbosa)

Poesia: No infinito de nós dois

Seu amor me é servido em taça de cristal, em tempos de copo de geléia. Entre espumantes, consolidamos o que fomos antes, o que tem sido nosso durante, sem nos preocupar com o depois.

Nosso coração não tem código de barra, nossos corpos ignoram datas de validades, pois é um amor que não está em prateleiras, nunca precisou passar por controles de qualidade.

Quantas vezes eu me indago como você aceita esse meu jeito tão repleto de inconstâncias. A resposta habita no espelho, onde em meu reflexo, vejo seus olhos e não os meus. Entre chuva e sol viro arco-íris. Você, sempre o horizonte.

Nós completamos o infinito.

Rosa Pena

livro: UI!

Poesia: Eternos dias de outono...

Agora, caminho entre os bosques de minha vida
Com o coração dilacerado, a gritar pelo teu nome
Em busca de teu carinho e consolo...
Minhas mãos sentem a falta das tuas, que marcadas pelo tempo
Me traziam a segurança, o carinho e o afeto de teus lábios
Sempre a gotejarem doces palavras...

Saudades de um tempo em que me sentia amado
Que não temia o novo amanhecer
Por poder contar contigo ao meu lado.
Tempos estes, que deixaram marcas em minha alma
Lembranças de nosso amor; de uma união que exalava pureza
Eras tu a minha deusa, senhora, poetisa, estrela maior!...

De meus dias fazia minutos!...
De meu nome fez história ao me conceder
Teus ensinamentos de honra de moral e religião...
A tua maneira meiga, a me ensinar a primeira oração
Teu carinho em minhas noites de enfermidade
Teu apoio em minhas quedas
Teus ensinamentos em meus erros...

Ah!... Doce Senhora, porque me deixaste? Porque partiste?...
Deixaste meu coração dilacerado pela dor
Dor esta, que nunca cicatriza, tira a inspiração do poeta
Me torna órfão, perdido em meio ao universo...

Quando ouço o cantar dos pássaros
Quando meus olhos são presenteados
Com a linda visão do oceano
Quando caminho entre as areias alvas
A lágrima roça minha face e te quero aqui!...
Olho, grito, corro e me vejo só...

Um dia, a morte, te retirou de mim, naquele dia
Retirou o brilho da minha maior estrela!...
Quero e acredito, que nossa separação é momentânea
E isto, me dá forças para prosseguir em meio a este mundo
Que por vezes, me assusta.

Hoje, queria, como fiz por anos, colher as rosas champanhe
Colocar em teus braços te beijar
E ver teu sorriso a contemplar o momento...
Recolho-me a meu cantinho, a espera que o sol, um dia
Apresente enfim, o dia de nosso reencontro, e possa aÍ então
Te ver e novamente estar em teus braços
Mãezinha amada...
Beijos, Estrela da minha vida...

Paulo Nunes Junior

Poesia: Solidão de poeta

Os olhos vendados no desânimo que toma conta
Uma nuvem esconde o sol da confiança
Uma muralha entre o que sei que é
E o que não pode ser...
Um hiato ante o que se chegou
E o que se pretendia...

No real e no imaginário
Uma cruz no caminho da realização.

Só - ninguém é!
Existe todo um mundo
Que não nos deixa à deriva
Que nos aponta o caminho
Do brilhante ou opaco farol da vida!

Mas com o Poeta
Todas as profecias são contrariadas
E nas vidas que se renovam
os pássaros cantam nas janelas!

Os poetas não são solitários
Tem o sol, a lua, o vento, o sorriso
O mágico momento das carícias que imaginam
E que chegam a sentir...

Pode morrer como um passarinho
Sozinho, mas não só!

Pois o poeta, este criador de sonhos e utopias
Rico de velhas palavras e melancolia
Brinca, sorri, e, em êxtase
Se entrega a dor de cada pancada
Com lágrimas amargas n´alma...

O manto negro da noite tudo cobre,
As ondas do mar imaginário bate nas pedras
O Fauno da floresta se aproxima
E o Poeta cerra os olhos
E navega suavemente - na saudade
Doce saudade de um olhar!

Como é longa a noite sem ti!

Delasnieve Daspet
Campo Grande-MS

Equilíbrio emocional

Você é, age, pensa e sente de uma determinada forma, e para saber a razão disso, precisa se conhecer, saber que tipo de influência exerce e como é influenciado, não só pela sua própria energia, como pela dos outros e de tudo que se encontra à sua volta. Para mantermos este nível energético equilibrado, é necessário que, em primeiro lugar, procuremos nos conhecer e nos avaliar, através de uma auto-análise, com ou sem ajuda profissional, de forma a conseguir uma integração psico-espiritual plena. Sentimentos negativos exacerbados como o medo e a culpa, bloqueiam totalmente essa energia, acarretando um desequilíbrio e trazendo, como maiores conseqüências, a insegurança e a fragilidade. Conhecer suas falhas e aprender como lidar com elas, evita a ruptura do equilíbrio e ajuda a manter consigo a harmonia desejada.
Quem tem equilíbrio emocional está mais predisposto a estabelecer relacionamentos duradouros e saudáveis. Neste aspecto é imprescindível a manutenção do equilíbrio entre o racional e o emocional através da força pedagógica de ensinar e aprender com os erros e acertos.
Nós, seres humanos, somos compostos de planos físico, mental, emocional e espiritual. Há todo um conjunto invisível em você que trabalha para apresentar o que você é. Como funciona? Os seus pensamentos geram as emoções que você está vivendo como, alegria, dor e raiva.
As emoções são responsáveis diretas pelas ações que você pratica em cada situação. E das ações obtêm-se os resultados. Se você deseja mudar os resultados em sua vida, você precisa mexer no seu nível invisível, seu mundo interior, pois é nele que tudo se forma. Procure desde já observar seus pensamentos. Alimente aqueles que tornam você mais forte e despreze os pensamentos negativos.
Assim você começa a mexer nos seus resultados, em busca do equilíbrio emocional. Contudo, saiba que isso nem sempre é fácil de ser feito.
A ruptura do equilíbrio, geralmente ocorre em áreas, particularmente significativas na vida das pessoas que são: profissional e relacionamentos. No plano físico, cuide bem do seu corpo. Alimentação, sono e exercícios são fundamentais para uma vida melhor.
Lembre-se de que seu corpo é seu templo. Gostar da gente deixa as portas abertas para os outros gostarem também. No plano espiritual, leia livros de doutrinas e textos de inspiração e meditação. Forme novos princípios e valores que possam criar ações para guiar a sua vida. Converse com Deus, especialmente para agradecer. Ore antes de dormir. Faz bem ao sono e a alma. Oração e meditação são fontes de inspiração. No plano emocional, avalie seus relacionamentos; se a relação precisa de reparos e com que intensidade isso influencia no seu desempenho profissional e na sua vida. Acredite sempre no amor.
Não fomos feitos para a solidão. Se você está sofrendo por amor, está com a pessoa errada ou amando de uma forma ruim para você. Caso tenha se separado, curta a dor, mas se abra para outro relacionamento. Amor não é um jogo cooperativo. Se vocês estão juntos é para jogar no mesmo time. Se não estão, diga adeus a quem não te merece.
Alimentar relacionamentos que só trazem sofrimento é masoquismo e isso vai atrapalhar sua vida. A verdade é que a sua vida provavelmente nunca estará no “equilíbrio completo”. A chave não é a busca de um ponto místico de equilíbrio, mas sim a caminhada para chegar lá. No que você se transforma durante a jornada é o que realmente importa. E a diferença está em começar a caminhada. Certamente, essa será uma maratona que vai durar a vida inteira e, talvez, você nunca cruze a linha de chegada. Mas a transformação na sua vida, corpo e mente, certamente valerão a pena.
O fato de criar um estado de crescimento contínuo, avaliando e corrigindo seu curso de ação, também não é o essencial. O ponto importante é que, ao iniciar a jornada e fazer esse esforço, você dará passos largos na direção de uma vida mais feliz, mais saudável e mais produtiva.

Do livro: Algodão entre cristais – pág 21 - Legrand

13 de nov. de 2010

A meditação e seus benefícios

A vida tumultuada dos centros urbanos, o excesso de preocupação no trabalho, na relação afetiva, na família, nos afazeres domésticos, criam um ritmo mental acelerado e uma constante tensão emocional e física.
O estresse ou o vazio existencial chega e tudo a sua volta começa a se desarmonizar, e pior — os outros são culpados pela sua infelicidade! Dessa forma, os resultados serão sempre os mesmos: insônia, enxaqueca, dores musculares, discussões por bobagens, negativismo, ostracismo, falta de fé, do prazer, da esperança.
Esses desequilíbrios não escolhem sexo nem cultura, podendo acometer todos, desde crianças até idosos. A meditação é uma das técnicas mais simples da terapia holística ou medicina complementar para equilibrar quase que imediatamente os altos níveis de estresse causados pela rotina da vida ou dos problemas. Ela faz com que o cérebro trabalhe numa onda elétrica mais sutil denominada de “alfa” (veja tabela abaixo); este estado mental é aquele em que estamos calmos, serenos, controlamos nossas emoções e sentimentos sem que eles nos afetem.
A prática diária da meditação melhora a capacidade mental, estimula o vigor, melhora a disposição e, principalmente, nos faz consciente de nossa vida e do meio ambiente. Cada qual possui sua forma particular de praticar a meditação, algumas estão inclinadas ao universo espiritual, outras a saúde ou ao bem estar. As formas para se atingir os objetivos vão desde apenas olhar para o vazio, relaxar os músculos do corpo até pronunciar sons específicos (mantras), posições com o corpo (asanas), fazer orações e/ou apenas visualizar situações benéficas (criatividade).
Para falar a verdade, muito do que se chama de “meditação” no ocidente, é um relaxamento corporal ou a auto-indução para equilibrar a ansiedade e, com isso, atingir um estado psicológico mais propício ao que se deseja; até as religiões cristãs e evangélicas aderiram à palavra “meditação” para se referirem ao ato de fé numa oração ou num retiro espiritual.
Não mero acaso ela está inserida em todo o esoterismo como uma das técnicas para o autoconhecimento. Também, é largamente utilizada nas terapias holísticas, alternativa ou vibracional, como um aspecto básico para se aplicar os elementos necessários para a cura do campo áurico ou dos chakras. Dessa forma, meditação tornou-se sinônimo de concentração, capacidade de auto-análise, relaxamento do corpo, equilíbrio emocional, oração, autocura e auto-ajuda.
Vista por alguns apenas como algo transcendente, o relaxamento ou a meditação possui sua fundamentação científica. Com a criação do eletroencefalograma, descobriu-se diferentes freqüências elétricas gerados pelo cérebro; divididos basicamente em 4 faixas distintas (veja tabela a seguir) onde cada uma corresponde a um estado determinado de consciência. Por regra, seria: quanto mais tensos, mais respirações são necessárias e maior será a freqüência cerebral; quando mais calmo melhor será o ritmo respiratório, diminuindo a freqüência cerebral.

Ondas Beta: 13 a 30 Hz estado de vigília
Ondas Alfa: 8 a 13 Hz descanso, hipnose
Ondas Teta: 4 a 7 Hz sonolência, fantasia
Ondas Delta: 0,5 a 4 Hz sono profundo, sonhos


É aconselhável que se faça o processo meditativo em casa, num jardim, campo, cachoeira, praia; em suma, em locais calmos, agradáveis ou tranqüilos, na sombra ou num ambiente fresco e arejado. Também, o telefone, o celular, a televisão ou qualquer aparelho que possa desviar a atenção deve ser desligado. O ideal seria avisar a todos em casa:
"Não me chamem, estarei meditando...", ou até planejar a meditação num horário em que ninguém incomodasse.
As técnicas podem ser realizadas no chão de pernas cruzadas, sentado num sofá, ou até deitado; mas com roupas confortáveis, trajando algo que não aperte ou atrapalhe a concentração.
A sensação do estado de relaxamento deve ser total. A idéia principal é focalizar a mente para o interior e cessar a consciência do corpo; por isso você deve encontrar a melhor postura e vestes para que não se sinta incomodado. Agora, permita-se descobrir a sensação prazerosa que a meditação produz, perceba a importância de se dedicar alguns minutos diários; tenha certeza que isto tornará os seus dias mais produtivos e a sua mente mais tranqüila. Se você nunca fez um relaxamento siga, primeiro, as instruções abaixo:

Primeiro, vamos aprender a respirar:
* Inspire profunda e lentamente pelo nariz; no ato de inspirar, sinta sua região abdominal se expandindo como uma bexiga cheia de ar.

• Expire pela boca no mesmo ritmo que inspirou; no ato de expirar, contraia sua região abdominal, como uma bexiga que se esvazia.

Segundo, iremos aprender a relaxar:
* No momento em que você solta todo o ar, solte também todos os músculos do seu corpo, principalmente os das faces, depois os ombros, braços, abdome e as pernas.

* Feche seus olhos; respire (inspire e expire) com total atenção no seu corpo, repita a operação anterior verificando onde estão os pontos de tensão e relaxe-os um a um.

* Ainda com os olhos fechados, depois de relaxar todos os músculos, faça uma série de 10 respirações bem calmas, lentas e profundas; para facilitar, conte mentalmente a seqüência respiratória de 1 a 7, depois de 3 a 1. Abra os olhos, pronto.

Você pode usar este procedimento, por exemplo, antes de dormir; mas também pode usá-lo num imenso congestionamento no trânsito, no banco de um jardim, em seu trabalho, na escola. Ele serve para recuperar a capacidade orgânica e mental seja para o repouso absoluto ou para encarar um dia inteiro de trabalho; com a prática, pode ocorrer de só algumas respirações serem o suficiente para recarregar sua energia.
Para avaliar possíveis benefícios a um prazo maior, imagine o que pode ocorrer com você e seu corpo se usufruir do relaxamento durante uma semana, por exemplo? Se você deseja realmente usufruir todas benesses de uma meditação para mudar a sua vida, saiba que podemos ir muito mais fundo do que o relaxamento corporal ou mental. Terminamos por produzir uma grande energia direcionada para o nosso bem estar: o pensamento positivo, o poder mental, a magia pessoal.
Essas técnicas podem ser utilizadas de formas individuais, coletivas ou até em alguém de forma terapêutica. Saiba que o uso da meditação reduz a ansiedade, o desejo latente de resolver tudo do dia para a noite, torna a respiração equilibrada melhorando a oxigenação do sangue e, conseqüentemente, a atividade cerebral; também equilibra a freqüência cardíaca e a pressão sangüínea, que por sua vez, melhora as condições metabólicas de todos os órgãos. Viu como um simples ato pode ajudar a equilibrar seu corpo físico? Além disso, ela melhora o sono, auxilia a digestão alimentar e qualquer processo em problemas na saúde.
No campo psíquico, a prática da meditação mantém a pessoa num ritmo de equilíbrio que a impede de entrar em conflitos emocionais. Há, por parte de quem a utiliza, muito mais clareza mental, objetividade, paciência, compreensão e justiça. A meditação ou o relaxamento sempre terá três fases distintas, pois precisamos entrar em estado alfa para poder estimular nossa criatividade, terapia, auto-cura; e depois de realizado todas as tarefas devemos voltar ao estado beta de forma gradativa.
Vejamos passo a passo:

1) INICIANDO O RELAXAMENTO.
Depois de escolher e se acomodar no local adequado, feche seus olhos; respire (inspire e expire) com total atenção ao seu corpo. Sempre inspirando e expirando calmamente verifique onde estão os pontos de tensão e relaxe-os um a um. Para tal, focalize os pés, as pernas, os quadris, o tronco, as mãos, os braços, o pescoço, as faces, a cabeça; sempre nesta seqüência. Estando relaxado, faça uma série de 6 respirações bem calmas, lentas e profundas; para facilitar, conte mentalmente a seqüência respiratória de 1 a 3, depois de 3 a 1.
§ Na meditação criativa podemos adicionar os benefícios da musicoterapia; assim, antes de iniciar o relaxamento coloque uma música bem suave, tranqüila, com ritmo linear, tipo música new age (nova era). Ela servirá para atingir mais rápido e profundo o estado alfa de meditação, bem como favorecerá a criatividade e a sensação para atingir seus objetivos.

2) TÉCNICA.
Nesta fase podemos intercalar vários tipos de meditação, tanto visuais quanto sonoras. Cada qual possui seu próprio estímulo e benefício; em todo caso o simples fato de você entrar em relaxamento, fazer as respirações compassadas já estimula o equilíbrio mental e espiritual.

§ Sugestão 1. Visualizar-se tomando um banho de cachoeira, com água azul brilhante. Isto estimularia a paz e a serenidade; se for com água verde brilhante ajudaria na saúde.

§ Sugestão 2. Visualizar-se andando num campo florido, com céu azul e a luz do sol banhando seu corpo. Este processo ajudaria na harmonia interior ou no amor-próprio.

3) ENCERRANDO O RELAXAMENTO. Após terminado a técnica escolhida; conte mentalmente a seqüência respiratória de 1 a 3, depois 3 a 1. Abra seus olhos. Técnica de auto-sugestão (Coueísmo)

A finalidade da meditação é esvaziar a mente dos pensamentos negativos, substituindo-os por repetições de palavras com alto teor benéfico e positivo. Este é um sistema ideal para acelerar a recuperação dos estados depressivos, fobias, ansiedade, dependência química, doenças psicossomáticas; também ajuda a controlar a dor, o medo, a raiva.
Pode ser feito a qualquer hora, bastando apenas um rápido relaxamento, com três respirações profundas e repetindo logo em seguida a frase escolhida por três vezes. Voltando a nossa meditação, podemos utilizar o coueísmo, em voz audível, alta ou em semitom, nos processo de relaxamento que estamos desenvolvendo no presente capítulo.
Nesse caso, o mantra (frase de auto-sugestão) somente será produzido durante a expiração. Assim, inspiramos lentamente e pronunciamos na mesma proporção. Vejamos alguns mantras que podem ser utilizados sozinhos ou combinados; contudo, se optar por duas sentenças, elas devem possuir o mesmo tempo para dar ritmo harmônico à respiração.

Escolha o que melhor convier:

Eu tenho a paz * Eu tenho o amor * Eu tenho o sucesso * Eu tenho a harmonia * Eu tenho a saúde plena * Eu sou um ser de luz * Eu possuo a tolerância * Eu possuo o amor universal * Tudo é meu por direito divino. Tudo o que eu quero, eu consigo * Tudo o que eu desejo, eu realizo * Querer é poder; eu quero, eu posso * Eu tenho a proteção e o poder espiritual * Todos os meus caminhos estão abertos * A cada dia minha vida está melhor.

Também, podemos usar frases religiosas:

O Senhor é meu pastor e nada me faltará. (Salmos 23,1)
Tu, Deus Eterno, és meu defensor e o meu protetor. (Salmos 91,2).
Quem confia no Deus Eterno terá sucesso. (Provérbios 28,25).
Tudo é possível para quem tem fé (Marcos 9,23).
O meu coração ficará alegre, pois tu me salvarás. (Salmos 13,5).
O Senhor eleva a alma e ilumina os olhos. (Eclesiástico 34,16)

Vida - inauguração diária

Parece que tudo vai assumindo um ar de mesmice. Assim é na nossa vida, muitas vezes. Chega um momento em que nos permitimos cair na monotonia e nos esquecemos da grandeza da vida que vivemos e da riqueza de tudo que nos cerca. Erguemo-nos pela manhã, trabalhamos, estudamos, nos alimentamos quase que mecanicamente. Certo, a vida não é uma eterna festa, mas não pode ser simplesmente um amontoado de dias que se sucedem. Importante seria que pensássemos em nossa vida em termos de uma constante inauguração. Ter, a cada despertar, algo novo em mente. Um projeto diferente. Criar situações que nos revigorem as disposições para a alegria. Lembrar de detalhes: mandar flores para alguém, mesmo que não seja dia de aniversário. Pode-se criar o dia de mandar flores. Escrever um bilhete de agradecimento. Mesmo que seja só para agradecer o fato de ter alguém por amigo, irmão. Fazer uma vista inesperada. Enriquecer nossas amizades com contatos freqüentes e cordiais. Promover um encontro com os vizinhos. Colecionar frases positivas. Recomeçar estudos interrompidos. Iniciar outras etapas de aprendizado. Não desistir nunca de aprender. Criar novas idéias. Fazer uma meditação diária sobre os objetivos da vida. E não esquecer nunca de que para ser dia de inauguração tem que se estar feliz, ter esperança no futuro, sentir que está se fazendo algo novo e desafiador. Em síntese: dar sentido à própria vida. Cada dia que surge, renovado, nos traz as oportunidades de trabalho, aprendizado, enriquecimento do Espírito. Na forja das horas amadurecemos nossos conceitos, reformulamos idéias e ideais. Enquanto se multiplicam as semanas e se somam os meses, na Terra que nos acolheu para as experiências do progresso, invistamos na vida e perseveremos na execução dos nossos planos de felicidade, sem receios infundados, nem desânimo injustificado. Inauguremos nossa vida a cada dia, todos os dias.

Redação do Momento Espírita, baseada na mensagem "Inaugure sua vida todo dia" - Dulce Magalhães.

Poema - Meimei

Desejava, Jesus
Ter um grande armazém
De bondade constante
Maior do que os maiores que conheço
Para entregar sem preço
Às criaturas de qualquer idade
As encomendas de felicidade
Sem perguntar a quem.

Eu desejava ter um braço mágico
Que afagasse os doentes
Sem qualquer distinção
E um lar onde coubesse
Todas as criancinhas
Para que não sentissem solidão.

Desejava, Senhor
Todo um parque de amor
Com flores que cantassem
Embalando os pequeninos
Que se encontram no leito
Sem poderem sair
E uma loja de esperança
Para todas as mães.

Eu queria ter comigo
Uma estrela em cuja luz
Nunca pudesse ver
Os defeitos do próximo
E dispor de uma fonte cristalina
De água suave e doce
Que pudesse apagar
Toda palavra que não fosse
Vida e felicidade.

Eu queria plantar
Um jardim de união
Junto de cada moradia
Para que as criaturas se inspirassem
No perfume da paz e da alegria.

Eu queria, Jesus,
Ter os teus olhos
Retratados nos meus
A fim de achar nos outros
Nos outros que me cercam
Filhos de Deus
E meus irmãos que devo compreender e respeitar.

Desejava, Senhor, que a bênção do Natal
Estivesse entre nós, dia por dia
E queria ter sido
Uma gota de orvalho
Na noite em que nasceste
A refletir
Na pequenez de minha condição
A luz que vinha da canção entoada nos Céus:
- Glória a Deus nas Alturas
Paz na Terra, Boa Vontade em tudo
Agora e para sempre!...

Francisco Cândido Xavier

O culto ao sofrimento - O mérito em sofrer

Com o sociólogo Edgar Morin aprendi que os encontros sociais, da grande maioria da população, se davam atrás das igrejas onde os mortos eram enterrados. Assim, em certas regiões da Europa na Idade Média, ao lado de cadáveres comia-se com naturalidade um churrasquinho, tomava-se algo equivalente a nossa cervejinha, contava-se histórias, ria-se, e, imagino eu, que as crianças corriam sorridentes de lá para lá, enquanto os adolescentes se paqueravam. São costumes de época, o que é estranho e inconcebível para nós, fora natural para eles.
Seguindo essa ótica, me nasce a esperança e meu coração se enche de um reconforto aquietador: creio sinceramente que nos séculos futuros não haverá mais “O culto ao sofrimento”, “O mérito em sofrer”. Apesar de ser desta época, não posso compreender, nem aceitar como a grande maioria das pessoas, no Brasil e no Mundo, carrega o sofrimento da mesma forma que um rei carrega uma coroa, e a mostra como um atleta olímpico exibe seu troféu: com plena glória e satisfação.
Refiro-me a homens e mulheres que partilham preferencialmente, e com certo entusiasmo, problemas, desgraças, sofrimentos de maneira tão prolongada e contínua, que eu até desconfio que sintam, misteriosamente, um prazer nisso.
Prazer em sofrer, prazer em ver o outro sofrer, prazer em causar sofrimento, prazer em falar do sofrimento...serão resquícios da Idade Média onde assistia-se a enforcamentos, decapitações, chicoteamentos como espetáculos de lazer e diversão?
Hoje, com vestes diferenciadas, o sofrimento continua a ser cultuado: nos filmes, noticiários, na mídia; a violência, a pobreza e a dor continuam a ser o grande espetáculo mundial. Também podemos observar esse fenômeno na nossa vida cotidiana: são familiares, amigos, colegas de trabalho que mantêm o culto ao sofrimento através, por exemplo, das apostas implícitas para ver quem sofreu mais. Um, diz que ficou dois meses sem poder mexer a perna, o outro rebate dizendo que tem enxaqueca e as dores são insuportáveis. O primeiro, inconformado por sua dor ter sido diminuída, rebate ainda com mais força dizendo que além de não poder mexer a perna, devia tomar uma injeção diária que era muito, mas muito dolorida: a maior ofensa é alguém ter sofrido menos que você, não senhor!, você vai provar que, sim, você sofreu mais. É o mérito em sofrer.
Vitórias, alegrias, são como migalhas que sujam a mesa e rapidamente devem jogadas no chão, para não serem vistas, para passarem desapercebidas. Para o sofrimento, no entanto, está guardado um lugar no pedestal, para ser visto à longa distância e por todos.
Sofrimento merece compaixão, solidariedade, sem espetáculos de mídia, sem prazeres pessoais em divulgá-los. São momentos que pedem isolamento, o apoio de um ombro amigo, o apelo ao Divino. Mesmo que não entendamos a razão do sofrimento e que não possamos nos livrar dele, de todo, por toda uma vida, faço votos que ele seja algo ruim, para ser superado, esquecido e não um troféu para momentos especiais, um motivo para exigir mais respeito ou uma arma secreta para impor algum tipo de poder. Que finquemos mais passos para que os costumes das próximas épocas sejam o de cultuar e de dar méritos às vitórias, à boa saúde, à alegria e à felicidade.

Verônica Böhme

12 de nov. de 2010

Cuidado com os pobres, oprimidos e excluídos

Um dos maiores desafios lançados à política orientada pela ética e ao modo-de-ser-cuidado é indubitavelmente o dos milhões e milhões de pobres, oprimidos e excluídos de nossa sociedade. Esse antifenômeno resulta de formas altamente injustas da organização social, hoje mundialmente integrada. Com efeito, graças aos avanços tecnológicos, nas últimas décadas verificou-se um crescimento fantástico na produção de serviços e bens materiais, entretanto, desumanamente distribuídos, fazendo com que 2/3 da humanidade viva em grande pobreza. Nada agride mais o modo-de-ser-cuidado do que a crueldade para com os próprios semelhantes.

Como tratar esses condenados e ofendidos da Terra? A resposta a esta pergunta divide, de cima a baixo, as políticas públicas, as tradições humanísticas, as religiões e as igrejas cristãs. Cresce mais e na convicção de que as estratégias meramente assistencialistas e paternalistas não resolvem, como nunca resolveram os problemas dos pobres e dos excluídos. Antes, perpetua-os, pois os mantêm na condição de dependentes e de esmoleres, humilhando-os pelo reconhecimento de sua força de transformação da sociedade.

A libertação dos oprimidos deverá provir deles mesmos, na medida em que se conscientizam da injustiça de sua situação, se organizam entre si e começam com práticas que visam transformar estruturalmente as relações sociais iníquas. A opção pelos pobres contra a sua pobreza, e em favor de sua vida e liberdade constituiu e ainda constitui a maioria registrada dos grupos sociais e das igrejas que se puseram à escuta do grito dos empobrecidos que podem ser tanto os trabalhadores explorados, os indígenas e negros discriminados, quanto as mulheres oprimidas e as minorias marginalizadas, como os portadores do vírus da Aids ou de qualquer outra deficiência. Não são poucos aqueles que não sendo oprimidos, se fizeram aliados dos oprimidos, para junto com eles e na perspectiva deles empenhar-se por transformações sociais profundas.

O compromisso dos oprimidos e de seus aliados por um novo tipo de sociedade, na qual se supera a exploração do ser humano e a espoliação da Terra, revela a força política da dimensão-cuidado. Qual é o móvel último subjacente aos movimentos dos sem-terra, dos sem-teto, dos privados de direitos sociais, dos meninos e meninas de rua, dos idosos, dos povos da floresta, entre outros, senão com a vida humana? É o cuidado e o enternecimento pela inalienável dignidade da vida, que move as pessoas e os movimentos a protestar, a resistir e a mobilizar-se para mudar a história. Os profetas antigos e modernos nos mostram a coexistência destas duas atitudes presentes no cuidado político: a dureza na denúncia dos opressores e o enternecimento no consolo das vítimas.

Não tem cuidado com os empobrecidos e excluídos quem não os ama concretamente e não se arrisca por sua causa. A consolidação de uma sociedade mundial globalizada e o surgimento de paradigma civilizacional passa pelo cuidado com o marginalizados e excluídos. Se seus problemas não forem equacionados permaneceremos ainda na pré-história. Poderemos ter inaugurado o novo milênio, mas não a nova civilização e a era de paz eterna com e todos os humanos, os seres da criação e o nosso esplêndido planeta.

do livro: Saber cuidar - Ética do humano - Leonardo Boff

Mágoa desnecessária

As relações humanas serão sempre pautadas pela dificuldade que trazemos na alma. E não poderia ser diferente. Como somos seres em evolução, muito ainda há que se construir nas conquistas emocionais para que o equilíbrio, a justiça e a retidão sejam as ferramentas no relacionamento humano. Não é raro indivíduos que, desgastados pelos embates humanos, cansados das dificuldades de relacionamento, alegam preferir viver isolados do mundo, sem a necessidade de suportar a uns e agüentar a outros. O raciocínio se torna quase que natural, frente a tantos esforços que temos que empreender tanta paciência a exercitar, no trato com o semelhante. E não são poucos aqueles que se isolam do mundo. Seja buscando uma vida de eremita, fechando-se em seu lar ou isolando-se em essa ou aquela instituição. Esses buscam a paz que não encontravam nas relações sociais e familiares. Muito embora assim o façam imbuídos, por vezes, das mais nobres intenções, esquecem-se de que, ao isolar-se, ao fugir da sociedade, perdem a grande chance do aprendizado da convivência. Somente nos atritos que vivemos é que vamos encontrar a chance do amadurecimento das experiências, de crescer, de superar aos poucos os próprios limites de interação social.
Somos todos indivíduos criados para viver em conjunto e a vida solitária somente nos causaria graves seqüelas à vida emocional e psicológica. É na experiência de viver com os outros que a alma tem a possibilidade de conhecer diversas formas de aflições e exemplos inesquecíveis.
É natural que nossas relações não sejam sempre pautadas pela harmonia.
São nossos valores íntimos que determinam os entrechoques que, não raro, vivenciamos, ou os envolvimentos afetivos de qualidade, que usufruímos. Como ainda não nos acostumamos a viver em estabilidade íntima por longos períodos de tempo, vez ou outra surgem dificuldades, problemas, indisposições variadas em nossos relacionamentos.
Pensando assim, pode-se concluir o quanto é desnecessário e improdutivo viver-se carregando no íntimo mágoas e malquerenças. Ninguém há no planeta que não se aborreça quando recebe do outro o que não gostaria de receber. No entanto, não podemos esquecer que ninguém também pode afirmar que, com seu modo de falar, de ser e de agir, não cause aborrecimentos e mágoas a outras pessoas, ainda que involuntariamente.
Desta forma, cabem a cada um de nós procurarmos resolver mal-entendidos, chateações e mágoas com os recursos disponíveis do diálogo, do entendimento, da desculpa e do perdão. Afinal, se outros nos magoam de nossa parte também acabamos magoando a um e outro, algumas vezes.
Assim pensando, podemos concluir ser uma grande perda de tempo e um sofrimento dispensável o armazenamento de sentimentos como a mágoa ou a raiva no coração.
Há tanto a se realizar de bom e de útil a cada dia, e o tempo está tão apressado, que perde totalmente o sentido alimentarmos mágoa na alma, qualquer que seja a intensidade.

Redação do Momento Espírita - do livro: Ações corajosas para viver em paz
Benedita Maria - Raul Teixeira, ed. Fráter

11 de nov. de 2010

Poesia: Caminho medido

Meus passos seguem calmamente o caminho
Buscando conquistas que os sonhos me levam
Leves... soltos ... muitas vezes sem destino
Com momentos de delírios e descontroles
Mas com pisar forte e decidido.

Nas encruzilhadas da vida enfrento as indecisões com domínio
Pois está em minhas mãos o poder de escolha para onde prosseguir
Minha individualidade respeitada me proporciona um tênue sossego
Como sombras de árvores as quais o meu presente estão a resguardar
Acalmando-me como um consolo o suspeitar que causa agonia.

Sigo adiante impassível com olhar centrado
Onde o horizonte sensível se faz tão próximo de meu toque
Mesmo assim não perco da caminhada perspicazes detalhes
Percebidos por um perplexo coração que bate descompassado
Mas preparado para as surpresas que podem acontecer.

Neste caminho árduo pleno em cruzes do tempo
Acomete uma energia sublime que se faz mais forte
Vejo na escuridão de túneis ao seu término luzes coloridas
As quais comemoram o final desta etapa
Com o alívio da vitória estampado em meu semblante.

Meu norte é sempre visível e alcançável
Pessoas queridas que nestas estradas me marcaram
Completando frestas que em minha alma vacilam
Curando as feridas de meus pés descalços
Um abraço de apoio para meus ombros caídos.

Em meu rumo estrelas envolvendo a lua são muito mais lindas
São como pequenos ícones de momentos que marcaram meu passado
Admiro quase inconsciente a inércia beleza de tudo que foi vivido
Agradeço o amor verdadeiro que sempre está ao meu lado
Segurando-me nos tropeços e curando-me o coração ferido.

Na aventura deste grande desafio que é viver
O cansaço não me prevalece sequer um instante
Meus objetivos são concretos e sou persistente
É um caminho medido não pelo tempo do caminhar
Mas pela razão de seguir em direção a felicidade.

Autor: Jorge Jacinto da Silva Junior

As duas faces

Afirma-se que um famoso pintor do Renascimento, quando pintava um quadro sobre o Menino Jesus, após conceber e fazer os primeiros estudos procurou uma criança que lhe servisse de modelo para a face do Mestre, na infância. Procurou em muitos lugares até encontrar um pequenino sujo, que brincava nas ruas. O menino retratava no olhar e na face toda a pureza, bondade, beleza e ternura que se podia conceber. Explicou-lhe o que desejava e, ante a autorização da família, levou-o para posar no seu atelier, retribuindo-lhe o trabalho com expressiva soma em moedas de ouro. Anos depois, o artista desejou pintar outro quadro. Dessa vez iria retratar Judas. E saiu em busca de alguém que pudesse lhe oferecer o rosto do traidor. Em mercados e praças públicas, tavernas e antros de costumes perniciosos por onde esteve à procura, não encontrou ninguém que se assemelhasse, em aparência, ao discípulo equivocado. Já havia desanimado de procurar e pensava em desistir, quando, visitando uma taberna de má qualidade, se deparou com um delinqüente embriagado, em cujo olhar e semblante se encontravam os conflitos do traidor, conforme a concepção que dele fazia. A barba endurecida, a cabeleira mal cuidada era a moldura para o olhar inquieto, desconfiado, num rosto contorcido pelo desconforto íntimo, formando um conjunto de dor e revolta, insegurança e arrependimento ímpares. Comovido com o fato, o artista convidou aquele homem para posar, ao que ele respondeu que só faria sob a condição de boa recompensa financeira. O pintor começou a obra e percebeu, após algumas sessões, que a face congestionada daquele homem se modificava a cada dia, perdendo a agressividade e a perturbação. Um dia resolveu perguntar ao modelo o porquê de tal transformação, ao que ele, um tanto melancólico, respondeu:
- Posando nesta sala, recordo-me que há alguns anos, eu servi ao senhor de modelo para a face do Menino Jesus...
- Eu sou aquele garoto em cujo rosto o senhor encontrou a paz e a beleza do justo traído...
- O dinheiro que ganhei, em face da minha imaturidade, mais tarde pôs-me a perder e, de queda em queda, numa noite em que me embriaguei, por uma disputa insignificante matei outro homem.
- Condenado num julgamento arbitrário envenenou-me de ódio...
- Agora, pisando neste lugar outra vez, recordo daquele tempo e retorno, emocionalmente, a ele, e me acalmo...

* Paradoxalmente, o mesmo indivíduo ficou retratado na face de Jesus Menino e de Judas, em duas fases diferentes da mesma vida.

* Muitos de nós, simbolicamente, temos os nossos dias de traído e de traidor.

* Dias em que trazemos na face a expressão da bondade e da ternura. E dias em que somos o retrato vivo do desespero. É nesses dias difíceis que devemos buscar, emocionalmente, a serenidade dos dias de luz e seguir em frente, com vontade de imprimir, de vez por todas, a face justa e bela do nosso modelo maior, que é Jesus Cristo.

Redação do Momento Espírita - livro Seara do bem - Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

Inversão de valores... Uma "triste" realidade

Essa pergunta foi a vencedora num Congresso sobre vida sustentável.

"Todos pensam em deixar um planeta melhor para os nossos filhos...
Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"


"Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro da própria casa e recebe o exemplo dos seus pais torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive..."

Se concordar, indique esta postagem aos seus amigos! É urgente mudar!

Oração da família

Que nenhuma família comece em qualquer de repente
Que nenhuma família termine por falta de amor
Que o casal seja um para o outro de corpo e de mente
E que nada no mundo separe um casal sonhador
E nenhuma família se abrigue debaixo da ponte
Que ninguém interfira no lar e na vida dos dois
Que ninguém os obrigue a viver sem nenhum horizonte
Que eles bebam do ontem e do hoje em função de um depois
Que a família comece e termine sabendo aonde vai
E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai
Que a mulher seja um céu de ternura aconchego e calor
E que os filhos conheçam a força que brota do amor!
Abençoa Senhor as famílias Amém!
Abençoa Senhor a minha também
Que marido e mulher tenham força de amar sem medidas
Que ninguém vá dormir sem pedir e sem dar o perdão
Que as crianças aprendam no colo o sentido da vida
Que a família celebre a partilha do abraço e do pão
Que marido e mulher não se traiam nem traiam seus filhos
Que o ciúme não mate a certeza do amor entre os dois
Que no seu firmamento a estrela que tem maior brilho
Seja firme esperança de um céu aqui mesmo e depois
Que a família comece e termine sabendo aonde vai
E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai
Que a mulher seja um céu de ternura aconchego e calor
E que os filhos conheçam a força que brota do amor
Abençoa Senhor as famílias Amém!
Abençoa Senhor a minha também.

Hino: Semente da fraternidade

Quando um sentimento de felicidade
Em fazer caridade em levar um pão
Quando um desejo grande de verdade
Lhe trouxer vontade de ajudar o irmão
Quando a alegria em atender um leito
Lhe encher o peito de satisfação
É que a semente da fraternidade
Já chegou ao fundo do seu coração
Quando o orgulho a inveja e a maldade
Cederem lugar para o perdão
Quando a cobiça o ódio e a vaidade
Partirem de vez levando a ingratidão
Quando não houver mais adversidade
Desigualdade e discriminação
É que a semente da fraternidade
Já chegou ao fundo do seu coração
E a Humanidade então será feliz
E se amará como uma só Nação
É que a semente da fraternidade
Já chegou ao fundo do seu coração.

Hino: Evangelho de luz

Eu tenho um amigo sincero
Que eu tanto venero
Com quem tanto me dou
É meu professor meu parceiro
Meu bom companheiro
E muito me ajudou
Me ensina a ser caridoso
A não ser orgulhoso
E a orar sempre a Deus
E quando eu tenho um dilema
Resolvo o problema
Com os conselhos seus
Evangelho de Luz!
Evangelho Perdão!
Evangelho Jesus! Evangelho!
És a minha Salvação!
E quando a angústia revolta
E não acho a porta
Não vejo a solução
É ele amigo adorado
Que está sempre a meu lado
Me traz a consolação
Se choro ou preciso socorro
A ele recorro e por feliz me dou
Ele é o Evangelho Novo
É a mensagem que ao povo
O Cristo deixou
Evangelho de Luz!
Evangelho Perdão!
Evangelho Jesus!
És a minha Salvação!
Eu tenho um amigo sincero.

Hino: Procura-se...

Está sendo procurado
Um homem considerado Galileu
Trinta e três anos de idade
Pregando pela cidade o Evangelho Seu
Pele clara rosto triste longa barba
E insiste em se dizer filho de Deus
Cabeça e testa marcadas
Por espinhos perfuradas
Mãos e pés sanguinolentos
E dedica seus momentos
Aos infelizes e plebeus
É chefe de uma quadrilha
E tem doze pescadores
Cura todas as doenças
Prega o perdão das ofensas
Quem O segue não tem dores
Ele ensina a orarmos
Pelos nossos inimigos com amor
Socorrermos ao mendigo
Com alimento e abrigo
Confortá-lo em sua dor
Pelo povo coroado como o rei dos judeus
Crucificado e abandonado pelos seus
Sua mãe desesperada
Ouviu num murmúrio de dor
De seus lábios uma frase:
"-Pai perdoai-os por que eles
Não sabem o que fazem!"
E em seu último suspiro
Toda a Terra estremeceu
Forte tormenta se deu
Como se Ele tivesse
Incríveis poderes de um Deus
Após a triste despedida
De quem deu por nós a vida
Foi levado num manto de tecido branco
Onde seu semblante franco ficou gravado
Por favor de um amigo
Foi sepultado num abrigo
E simplesmente desapareceu
Mas sua filosofia
Permanece hoje em dia
No coração da Humanidade
Seu Evangelho da Verdade
Semeou amor e fé
E pra você a maior alegria
Será se encontrar algum dia
Este Homem procurado
Siga sempre ao seu lado
Ele é Jesus de Nazaré.