
O médico lhe perguntou se estava doendo, e ele negou. Mas não demorou muito a soluçar de novo, contendo as lágrimas. O médico ficou preocupado e voltou a lhe perguntar, e novamente ele negou. Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso, mas ininterrupto. Era evidente que alguma coisa estava errada. Foi então que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra aldeia. O médico pediu então que ela procurasse saber o que estava acontecendo com o menino. Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele e explicando algumas coisas. A expressão no rosto do menino foi se tornando suave. Minutos depois ele ja estava tranqüilo novamente. A enfermeira então explicou aos americanos:
- Ele pensou que ia morrer, não tinha entendido o que vocês disseram e estava achando que ia dar todo o seu sangue para a menina não morrer.
O médico aproximou-se dele e, com a ajuda da enfermeira, perguntou:
- Mas, se era assim, porque então que você se ofereceu para doar o sangue?
E o menino respondeu, com o olhar terno:
- ELA É MINHA AMIGA...
"Ame seu próximo e verá dentro de você a fonte desse amor.
Lá você verá Deus tão puramente quanto for capaz."
(S. Agostinho)
"Um amigo fiel é uma poderosa proteção:
quem o achou, descobriu um tesouro."
