17 de mai. de 2013

Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários foi atingido durante um bombardeio. Os missionários e duas crianças tiveram morte imediata e as pessoas restantes, ficaram gravemente feridas. Entre elas, uma menina de oito anos, em estado crítico. Era necessário chamar ajuda por um rádio e, ao fim de algum tempo, um médico e uma enfermeira da Marinha chegaram ao local. Teriam que agir rapidamente, para que a menina não morresse. Era necessário fazer uma transfusão e, entre gestos, e palavras soltas no idioma, tentavam explicar que precisavam de um voluntário para doar o sangue. Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar-se timidamente. Era um menino chamado Heng. Ele foi preparado às pressas, ao lado da menina agonizante, e começaram a transfusão. Ele se mantinha quietinho e com o olhar fixo no teto. Passado um momento, ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre.

O médico lhe perguntou se estava doendo, e ele negou. Mas não demorou muito a soluçar de novo, contendo as lágrimas. O médico ficou preocupado e voltou a lhe perguntar, e novamente ele negou. Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso, mas ininterrupto. Era evidente que alguma coisa estava errada. Foi então que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra aldeia. O médico pediu então que ela procurasse saber o que estava acontecendo com o menino. Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele e explicando algumas coisas. A expressão no rosto do menino foi se tornando suave. Minutos depois ele ja estava tranqüilo novamente. A enfermeira então explicou aos americanos:
- Ele pensou que ia morrer, não tinha entendido o que vocês disseram e estava achando que ia dar todo o seu sangue para a menina não morrer.
O médico aproximou-se dele e, com a ajuda da enfermeira, perguntou:
- Mas, se era assim, porque então que você se ofereceu para doar o sangue?
E o menino respondeu, com o olhar terno:
- ELA É MINHA AMIGA...

"Ame seu próximo e verá dentro de você a fonte desse amor. 

Lá você verá Deus tão puramente quanto for capaz."

 (S. Agostinho)

"Um amigo fiel é uma poderosa proteção: 

quem o achou, descobriu um tesouro."