CHEGUE NA PAZ

14 de out. de 2021



Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.

Porque metade de mim é partida, mas a outra metade é saudade.

Porque metade de mim é o que ouço, mas a outra metade é o que calo.

Porque metade de mim é o que eu penso, mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei.

Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Porque metade de mim é amor e a outra metade também!

(Osvaldo Montenegro)