Se fosse contabilizar o número de vezes que abracei amigos na hora da dor e o número de vezes que esses mesmos amigos me deixaram sozinha na hora da dor, eu não teria amigos!
Então, tenho aprendido que quando faço algo para alguém, não tenho que esperar nada em troca, porque seria barganhar afetividade.
Se amo, que eu possa amar com a profundidade da alma, e que seja em silêncio, sem alarde, sem propagação, para que não possa existir o miserável comércio emocional da exigência.
Talvez o caminho seja: se libertar da opinião do outro, fazer o bem sem ostentação e estar disponível incontáveis vezes, não para solucionar o que compete ao outro, mas para ter a alegria incomensurável de poder servir.
Lua e Flor

