CHEGUE NA PAZ

14 de out. de 2014


“O homem esbarrou no Velho e deixou cair sua pasta de papeis. O Velho, ágil, abaixou-se também e conseguiu ver escrito as palavras “petição” e “calúnia”. 
O homem, com gestos ansiosos, disse: 
- “Por favor, senhor, deixe que eu apanho”. O Velho calmo foi mais rápido, recolheu tudo e entregou para ele, quando percebeu: o ansioso estava engravatado, suava e as mãos tremiam. 
O Velho disse: 
- “Oportunas são esta praça e este banco. Sente-se aqui”. Sem saber por que, o homem obedeceu e pareceu mais calmo. 
O Velho disse: 
- “A Terra democrática come o santo e o profano, a criança e o idoso. No fim, todas as razões da carne, honra e ruína, acabam no campo santo”. 
O homem, espantado, perguntou: 
“Campo santo”? O Velho riu e disse: “O cemitério.”

O homem desatou a rir. E riu por um bom tempo. Ele não sabia que o riso desabrocha quando alguém muito calmo está por perto. 
- “Por que essas coisas estão acontecendo comigo? Sou uma pessoa boa”. O Velho olhou com carinho e compreensão, e o homem foi capaz de perceber e receber essa energia diferenciada. 
- “Essas coisas estão acontecendo para você se tornar mais lapidado, ter um crescimento pessoal dobrado, ganhar muita experiência e maturidade, tornar-se especialista na natureza humana e em seus negócios, e, enfim, sair do degrau evolutivo em que está, avançando para outro muito mais evoluído. Agora, vá e enfrente as experiências com a coragem de quem sabe que o acaso não existe. Você não está sendo castigado, está sendo aprimorado. Preste atenção sempre: nada é por acaso e tudo é para o seu bem. Ainda que não pareça. Dessa forma aprenderá a ler a Linguagem dos Sinais e tudo começará a fluir melhor em sua vida. Nada te abalará.” 

(Humi)