CREDO DA PAZ
Sou responsável pela guerra
quando orgulhosamente faço uso da minha inteligência
para prejudicar o meu semelhante;
Sou responsável pela guerra
quando menosprezo as opiniões alheias
que diferem das minhas próprias;
Sou responsável pela guerra
quando desrespeito os direitos alheios;
Sou responsável pela guerra
quando cobiço aquilo que uma outra pessoa
conseguiu honestamente;
Sou responsável pela guerra
quando abuso da minha superioridade de posição
privando outros de sua oportunidade para progredir;
Sou responsável pela guerra
se considero apenas a mim próprio
e a meus parentes pessoas privilegiadas;
Sou responsável pela guerra
quando me concedo direitos
para monopolizar recursos naturais;
Sou responsável pela guerra
se acredito que outras pessoas devem pensar
e viver da mesma maneira que eu;
Sou responsável pela guerra
quando penso que sucesso na vida depende
exclusivamente do poder da fama e da riqueza;
Sou responsável pela guerra quando
penso que a mente das pessoas deve ser dominada
pela força e não educada pela razão;
Sou responsável pela guerra
se acredito que o Deus de minha concepção
é aquele em que os outros devem acreditar;
Sou responsável pela guerra
quando penso que o país em que nasce o indivíduo
deve ser necessariamente o lugar onde ele tem de viver;
Os verdadeiros preceitos da Paz não são legislados, porém formados nas aspirações pessoais e na conduta de milhões de indivíduos. A ignorância proporciona uma felicidade perigosa. A verdadeira Paz nasce do conhecimento que faz desaparecer o medo. Quando os homens perceberem finalmente sua dependência comum manifestar-se-á uma compreensão que transcenderá as barreiras de tempo e espaço, credo e raça.
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Sou responsável pela paz
se direciono correta e construtivamente
os poderes da minha mente;
Sou responsável pela paz
se concedo ao meu semelhante
o direito pleno de se expressar,
de acordo com o seu próprio entendimento
das verdades da vida;
Sou responsável pela paz
se reconheço que os meus direitos
cessam quando iniciam os direitos
dos outros, e aceito isso com um mínimo
indispensável de disciplina;
Sou responsável pela paz
se faço uso dos meus poderes interiores
para criar minhas próprias oportunidades;
Sou responsável pela paz
se consigo promover a evolução
dos que me cercam,
sem considerar a minha posição ameaçada,
e entendo que esta é a minha maior fonte de sucesso;
Sou responsável pela paz
se compreendo que as Leis Cósmicas diferem
das leis criadas pelo Homem, e que nenhum direito
divino especial é concedido a alguém unicamente por seu berço;
Sou responsável pela paz
se reconheço que os recursos naturais devem servir
indistintamente a todas as formas de vida,
e que não me cabem direitos exclusivos sobre eles;
Sou responsável pela paz
se compreendo que nada é mais livre do que o pensamento,
e que o pensamento construtivo transforma o Homem
direcionando-o para a sua verdadeira meta;
Sou responsável pela paz
quando sinto que toda felicidade depende
do simples fato de existir...
de estar de bem com a vida;
Sou responsável pela paz
se percebo que todo ser humano poderá vir a ser
um grato amigo, quando convencido
pela argumentação sincera;
Sou responsável pela paz
se considero que a Alma de Deus adquire personalidade
no Homem, e que este só pode conceber Deus
a partir de sua própria percepção da Divindade;
Sou responsável pela paz
se reconheço a mim e ao meu semelhante como partes
integrantes do Universo, e que a cada um cabe
a busca do lugar onde melhor possa servir;
Se estou em paz,
eu promovo a paz dos que me cercam.
Por sua vez, eles promovem a paz daqueles que estão
à sua volta e que também farão o mesmo.
Então, a paz começa por mim!
E sem ela não pode haver a necessária transformação social.
(Ralph Maxwell Lewis)

