CHEGUE NA PAZ

29 de mai. de 2015



“"Inspiração é diferente de motivação. Inspiração é um pensamento, motivação é uma ação. Uma pessoa auto motivada é como um imã que atrai recursos, oportunidades e experiências porque ela coloca pensamentos, ideias e planos na prática. Para sustentar a motivação é necessário ter a capacidade de decidir com precisão. Decidir o que pensar, o que falar, o que fazer. Esse poder pode ser assimilado através da meditação e do cultivo de pensamentos de qualidade. Pensamentos de qualidade são positivos, elevados e benéficos. Eles funcionam como um tônico para manter a motivação.”"

(Brahma Kumaris)

BEBÊ ANENCÉFALO E ABORTAMENTO

Inicialmente, lembramos que anencéfalo, embora seja considerado sem cérebro, na realidade é portador de um segmento cerebral, estando faltantes regiões do cérebro que impossibilitarão sua sobrevivência pós-parto. A fim de colocarmos a visão espírita sobre este importante problema, exemplificaremos com um caso real. Usaremos nomes fictícios.

João e Maria, eram casados há 2 anos. A felicidade havia batido à sua porta. Maria estava grávida. Exultantes, procuraram o médico obstetra para as orientações iniciais. Planos mil ambos estabeleceram. Ao longo dos meses, no entanto, foram surpreendidos, através do estudo ultrassonográfico, da triste notícia de que seu bebê era anencéfalo. Ao serem informados caíram em prantos ao ouvirem a proposta do obstetra lhes oferecendo o abortamento. Posicionaram-se contrários explicando sua visão espírita.

- Trata-se de um ser humano que renasce precisando de muito amor e amparo. Nós estaremos com nosso(a) filho(a) até quando nos for permitido.

- Mas, esta criatura não vai viver além de alguns dias ou semanas na incubadora – Disse o obstetra.

- Estamos cientes, mas até lá seremos seus pais.

Guardavam, também, secretamente, a esperança de que houvesse algum equívoco de diagnóstico que lhes proporcionasse um filho saudável. Durante nove meses dialogaram com seu bebê, intra-útero. Disseram quanto o (a) amavam. Realizaram, semanalmente, a reunião do Evangelho no Lar, solicitando aos mentores a proteção e amparo ao ser que reencarnava.

Chegara o grande momento: Em trabalho de parto, Maria adentra a maternidade com um misto de esperança e angústia. A criança nasce; o pai ao ver o filho sofre profundo impacto emocional tendo uma crise de lipotimia. O bebê anencéfalo sobrevive na incubadora com oxigênio, 84 horas. Há um triste retorno ao lar. Passam-se aproximadamente 2 anos do pranteado evento. João e Maria, trabalhadores do instituto de cultura espírita de sua cidade, frequentavam, na mencionada instituição, reunião mediúnica, quando uma médium em desdobramento consciente informa ao coordenador do grupo:

- Há um espírito de uma criança que deseja se comunicar.
- Que os mediuns facilitem o transe psicofônico para a atendermos – Responde o dirigente.
Após alguns segundos, uma experiente medium dá a comunicação:
- Boa noite, meu nome é Shirley venho abraçar papai e mamãe.
- Quem é seu papai e sua mamãe?
- São aqueles dois – disse apontando João e Maria.
- Seja bem vinda Shirley, muita paz! Que tens a dizer ?
- Quero agradecer a papai e mamãe todo o amor que me dedicaram durante a gravidez, sim, eu era aquele anencéfalo.
- Mas voce está linda agora.
- Graças às energias de amor recebidas, graças ao Evangelho no Lar, que banharam meu corpo espiritual durante todo aquele tempo.
- Como se operou esta mudança?
- Tive permissão para esta mensagem pelo alcance que a mesma poderá ter a outras pessoas. Eu possuia meu corpo espiritual muito doente, deformado pelo meu passado cheio de equívocos. Fui durante nove meses envolvida em luz. Uma verdadeira cromoterapia mental que gradativamente passou a modificar meu corpo astral (perispírito). Os diálogos que meus pais tiveram comigo foram uma intensa educação pré-natal que muito contribuíram para meu tratamento. Eu expiei, no verdadeiro sentido da palavra. Expiar é como expirar, colocar para fora o que não é bom. Eu drenei as minhas deformidades perispirituais para meu corpo físico e fui me libertando das minhas deformidades. Como meus pais foram generosos. Meu amor por eles será eterno.
- Por que estás na forma de uma criança, já que te expressas tão inteligentemente?
- Por que estou em preparo para o retorno. Dizem meus instrutores que tenho permissão para informar. Meus pais tem o merecimento de saber. Devo renascer como filha deles, normal, talvez no próximo ano.

Após dois anos renasceu Shirley, que hoje é uma linda menina de olhos verdes e cabelos castanhos, espírito suave e encantador.
Consideramos respondida a questão.

Fraternalmente,

Dr. Ricardo Di Bernardi - Florianópolis SC
FILHO PREDILETO
Certa vez perguntaram a uma mãe qual era seu filho preferido,
aquele que ela mais amava.
E ela, deixando entrever um sorriso, respondeu:
"Nada é mais volúvel que um coração de mãe.
E, como mãe, lhe respondo: o filho dileto,
aquele a quem me dedico de corpo e alma...
É o meu filho doente, até que sare.
O que partiu, até que volte.
O que está cansado, até que descanse.
O que está com fome, até que se alimente.
O que está com sede, até que beba.
O que estuda, até que aprenda.
O que está com frio, até que se agasalhe.
O que não trabalha, até que se empregue.
O que namora, até que se case.
O que casa, até que conviva.
O que é pai, até que os crie.
O que prometeu, até que se cumpra.
O que deve, até que pague.
O que chora, até que cale.
E já com o semblante bem distante daquele sorriso, completou:
O que já me deixou...
...até que o reencontre...

(Erma Bombeck)

28 de mai. de 2015



"
Quem deseja ver o arco-Íris, 

precisa aprender a gostar da chuva..."


- Paulo Coelho - 
🎀✨

“Ter fé significa acreditar no que você 
não vê, a recompensa dessa fé é ver 
 em que você acredita.”

(Santo Agostinho)

27 de mai. de 2015


"Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras jabuticabas, ela chupou displicente,
mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço...
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.

Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte...
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'.

Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo."

____Rubem Alves

Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que são nas coisas mais simples da vida que estão os momentos mais importantes. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a não pensar demais, a jogar fora o guarda-chuva, a acabar com a timidez, a conversar mais do que permitido, a tomar banho no rio.

Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a rir de todas as coisas esquistas da vida e, principalmente, a não ligar para o que os outros pensam. Namore uma mulher que sorria, mesmo sem fazer nenhum som, de uma forma totalmente louca. Você vai ter vontade de abraçá-la.Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que ser sério não tá com nada – a seriedade é duvidosa, a alegria é interrogativa.

Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que paixão e satisfação caminham de mãos dadas. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a ser imprudente, porque, se andar sempre em linha reta, não terá historias para contar. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a chorar nos filmes bobos e a dormir nos filmes chatos. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que ninguém deve julgar seus defeitos.

Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar, por mais que você esteja sofrendo, que um sorriso sempre alivia um pouco. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que, às vezes, é preciso chorar, porque se você procurar felicidade eterna, não encontrará. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que amor não precisa de papel assinado. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a não arrumar a casa na segunda-feira, a não sofrer com o fim do domingo.

Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que, às vezes, começar de novo é exatamente o que uma pessoa precisa. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que as mulheres não são frágeis. Elas só querem alguém para sorrir junto.

 The Bro Code.

Nossa missão é alcançar um pico crítico e até que possamos avançar, temos que estar dispostos a assumir a responsabilidade de fazermos o que nunca foi feito antes, de nos tornarmos o que nós nunca fomos, e fazermos o que nunca fomos capazes de realizar até agora. Estamos preparados, mas não muito a ponto de entrarmos neste grande vazio ainda, pois estamos ainda digitando as conclusões que envolvem o passado e velhas lições. E parte disto envolve a nossa compreensão do tempo e do fluxo e se poderíamos ter feito as coisas de forma melhor, mais rápida, com mais graça e tranqüilidade e menos dor. Há uma maneira de fazermos isto e este é o tema da mensagem desta semana.

POR QUE EU NÃO COMPREENDI ISTO ANTES?

No final de qualquer experiência ou lição de vida, nós nos perguntamos invariavelmente “Por que eu não fiz ou não compreendi isto antes?” Não é fácil pensarmos que poderíamos ter feito algo melhor, com mais rapidez, ou mais facilidade depois que passamos por isto? Por que, uma vez que compreendamos uma lição, ou cheguemos a um novo nível de compreensão, nós nos esquecemos de onde começamos e não conseguimos descobrir por que isto levou tanto tempo para chegarmos ao final. O tempo se condensa a este ponto de compreensão e tudo que o precede parece um enorme desperdício de tempo. Então, nós nos julgamos e nos criticamos por termos sido tão estúpidos, porque naquele momento tudo parece muito fácil e claro. Não podemos descobrir por que não conseguimos chegar nesta compreensão mais cedo, mas isto foi tudo parte do processo.

Quando eu trabalho com os meus clientes no treinamento, eu os incentivo a ouvirem a gravação de sua primeira sessão ocasionalmente, para que eles sejam lembrados de onde eles começaram e quanto progresso fizeram. Isto os ajuda a manter uma perspectiva sobre o seu processo de transformação. Cada parte de qualquer jornada segue o caminho certo e melhor, cada etapa é importante, e todas as etapas juntas nos ajudam a chegar a um novo ponto de consciência. A jornada não poderia ter sido mais curta, menos dramática ou menos dolorosa, e fizemos o que precisávamos fazer, para que pudéssemos chegar aonde precisávamos estar.

Há três partes para qualquer experiência ou lição de vida, processo, tempo e ritmo. Processo é como os elementos devem se encaixar, na ordem melhor e mais adequada, de modo que alcancemos o aprendizado, a cura, o crescimento e a transformação que precisamos e queremos. O tempo é o limite físico que colocamos no processo, a maneira com que filtramos e atraímos a energia através de nossas crenças e emoções, para que possamos compreender tudo e o alinharmos com a nossa própria compreensão, e o ritmo representa o fluxo de energia em uma ordem experiencial, assim situações e eventos são ordenados de acordo com as nossas necessidades e crescimento. As coisas realmente se encaixam como dominós, mas na ordem que determinamos, pelo que precisamos aprender.

Não podemos passar por qualquer experiência ou lição sem estes três elementos e não podemos fazê-los se moverem com mais rapidez (ou mais lentamente) também. Processo, tempo e ritmo trabalham juntos como preparar um bolo. Poderia ser fácil despejar um grupo aleatório de ingredientes em uma vasilha, em uma ordem ao acaso, colocá-lo no forno por um período de tempo ao acaso e chamá-lo de bolo. Provavelmente, ele não teria a aparência ou o sabor de um bolo, porque há um processo para o preparo de um bolo que deve ser seguido, começando com os ingredientes certos, colocá-los juntos na ordem e ritmo certos, e assado por um período de tempo especificado.

E há um processo para as lições de vida que deve ser seguido também, que seguimos inconscientemente para que possamos ter o nosso bolo, por assim dizer, e, então, apreciá-lo. Mas, no momento em que chegarmos ao final do processo, esquecemo-nos de onde começamos e pensamos que foi tudo um uso inadequado de nosso tempo. Não foi, e cada elemento de cada experiência desempenha um importante papel em nosso aprendizado, em nossa cura, crescimento e transformação. Então, podemos evoluir para um novo nível de consciência porque o “velho” já não mais nos convém. E, então, podemos ter o nosso bolo e comê-lo também, e será aquele que desfrutaremos do início ao fim.

Mas, é um processo, que segue certos termos e condições. Envolve uma regulação detalhada do tempo e requer tanto tempo quanto precise, ou melhor, tanto tempo quanto precisarmos. E quando percebermos o resultado como um novo início, uma nova página em que podemos escrever a história de nossa escolha, estaremos menos inclinados a começar o primeiro parágrafo de como estávamos muito lentos, inconscientes ou descoordenados, para chegarmos neste ponto com mais rapidez.

O que você acha que poderia ter feito melhor, com mais rapidez ou com mais facilidade em suas experiências ou lições de vida? Você pode identificar algumas das etapas que você julgou como desnecessárias em seu processo de aprendizagem? Anote-as e pretenda evitá-las da próxima vez, conscientizando-se do seu potencial e criando um resultado mais elevado.

Não se julgue e nem se critique pelo que fez ou não. Anote o que você quer evitar, assim quando a situação chegar novamente, você estará preparado para fazer uma escolha diferente que lhe permitirá fazer um belíssimo bolo e comê-lo também.

(Jennifer Hoffman)

http://enlighteninglife.com

Expresse a sua verdade, seja a sua verdade. Não importa o que os outros estejam pensando ou fazendo, importa apenas como você se sente em relação aos seus pensamentos, palavras e ações. Os Anjos sugerem que você se interiorize e purifique todos os pensamentos e sentimentos obscuros e seja totalmente honesto com você mesmo. Nada há de errado com os seus pensamentos e sentimentos, de você viver a sua verdade com honestidade. Permita estes pensamentos e sentimentos que vêm de seu coração, temperados sempre com amor, um amor que é sempre incondicional.

Deixe que os outros sejam e vivam a sua própria verdade também. Se as suas verdades diferirem muito, receba isto como um sinal para liberar esta situação e avance para relacionamentos que tenham uma base espiritual.

Esteja aberto para dar e receber amor em sua vida. Há muitos caminhos até à montanha, ame e respeite cada pessoa que vive a sua verdade honestamente e do seu coração. Trate todas as coisas com amor, independentemente de como elas pareçam. Às vezes, os maiores presentes estão disfarçados. O que é mais importante é que você se sinta confortável com você mesmo e com a sua vida e apenas seja assim. É o suficiente e maravilhoso.

“Estou vivendo a minha verdade da melhor maneira possível a cada dia e isto é representado através dos meus pensamentos, palavras e ações.”

Sharon Taphorn


Autoestima é um aspecto importante para o meu bem-estar e para melhorar a qualidade da conversa comigo mesmo. Para aumentar a autoestima eu preciso: 

(1) reduzir as conversas negativas; 

(2) pensar no meu progresso espiritual e compartilhar com os outros; 

(3) evitar pessoas negativas que me levam para baixo; 

(4) dar a mim revigoramento interior através da meditação; 

(5) focar nas minhas qualidades e tornar-me genuíno; 

(6) investir tempo naquilo que me faz sentir bem.

(Dr. Usha Kiran)


As 8 Chaves da Paz
Por Sri Prem Baba

A paz é a mais elevada das virtudes. É o anseio secreto de todos os seres. Ela é uma profunda aceitação daquilo que é. É não se opor a nada ou ninguém. A paz brota da entrega: você entrega todos os seus problemas à Deus e deixa que o fluxo da vida a leve. Entregar significa não pensar mais a respeito. Você relaxa e sente autoconfiança. Para isso, é preciso abrir mão do controle. A paz, portanto, nasce de um profundo confiar.

Olhando para trás, revendo a minha história pessoal, vejo que a minha busca pela paz começou quando ainda era muito jovem. Antes mesmo da adolescência, entrei numa escola de conhecimentos espirituais. Certa vez, um professor disse: “As pessoas se autodenominam humanas, mas na verdade, são humanóides – criaturas com cérebro grande e duas pernas que se passam por seres humanos. Na condição atual as pessoas são incapazes de perceber o que realmente precisam. Acreditam que serão felizes se obtiverem este ou aquele objeto ou título, mas toda essa ganância somente mostra que são ainda muito imaturos para entenderem que a verdadeira felicidade somente nasce da paz no coração e na mente.” Quando eu ouvi isso, pensei: “Será que ele está se referindo a mim?”

Até aquele ponto, tudo indicava que a paz poderia ser atingida somente através do domínio sobre a matéria. E, de repente, ouvir essa devastadora crítica sobre a humanidade, e perceber nas profundezas do meu coração que isso era verdade, foi como um nocaute. Mas, esse ensinamento abriu as portas da verdade para mim.

Eu pude perceber que a vida frequentemente se resumia em uma eterna tentativa de forçar o outro a nos amar, e que podemos desperdiçar uma vida inteira nessa busca inútil. Uma vez que, no mais profundo, você sabe que amor forçado não é amor, facilmente você encontra razões para lamentar que não é amado. Com isso, você se distrai e se desvia ainda mais do objetivo de atingir a paz interior. Eu compreendi que a paz duradoura somente pode ser alcançada quando você se liberta da necessidade de receber amor exclusivo, pois esta é a fonte de todo o sofrimento. Eu diria que essa é a principal doença da humanidade. Daí nasce o pensar compulsivo e todos os outros desdobramentos. O sofrimento é o principal enigma da humanidade. Este é o principal desafio: como superar o sofrimento? Como superar a dor em todas as suas manifestações? Em outras palavras, como alcançar a paz?

Através da minha experiência, no trilhar do Caminho do Coração, eu descobri algumas chaves que abrem as portas para o despertar da paz interior, as quais eu compartilho com você agora:

Primeira chave: Silêncio. O silêncio é uma forma de bater na porta do salão da verdade. Ele é a base que te prepara para qualquer prática; é o alicerce do edifício da consciência. Tudo que é belo e verdadeiro nasce do silêncio. Um instante de silêncio é suficiente para exorcizar todos os demônios, porque os demônios são os pensamentos. Se existe um pensamento compulsivo constantemente assombrando a sua mente, é porque você deu muita atenção a ele, ou seja, você o alimentou acreditando nele. Mas, ao aquietar a mente, todos os fantasmas desaparecem. Não importa quão antiga seja a escuridão, uma pequena fresta de luz dissipa toda escuridão porque ela é somente a ausência de luz. O silêncio invoca a luz. Quando a mente se acalma, tudo se acalma.

O preço para a realização espiritual é a solidão. Em algum momento você vai ter que encarar a si próprio. Por isso é fundamental aprender a ficar sozinho e em silêncio. Você também pode chamar esta prática de meditação. Mas, eu não quero que você se perca no labirinto das idéias e conceitos, na ginástica do intelecto. Permita-se apenas ficar retirado e em silêncio, observando a grama crescer. Abandone toda a pressa e todo o desejo de chegar a algum lugar. Feche os olhos e focalize no ponto entre as sobrancelhas. Brinque de cultivar o silêncio.

Segunda chave: Verdade. Falar a verdade não quer dizer que você vai sair por aí dizendo aos outros tudo o que pensa ser verdade, desconsiderando o fato do outro não estar pronto para ouvi-la, o que pode gerar mais conflito, mais guerra. Seguir a verdade significa ouvir o chamado do seu coração.

Se ainda há desconforto e sofrimento na sua vida, significa que ainda há uma camada de mentira te envolvendo. Seja corajoso para encarar suas mentiras. Sem coragem você não será capaz de encarar a verdade. Procure identificar quando você ainda não pode ser honesto com você mesmo e com a vida; quando você tem que usar uma máscara e não pode ser autêntico e espontâneo; quando você tem que fingir que é diferente do que é. Dê uma olhada nas diversas áreas da sua vida. Você terá algum trabalho, mas é um bom trabalho. Lembre-se que “a verdade vos libertará”.

Terceira chave: Ação Correta. Isso não tem nada a ver com moralismo. A ação correta, ou ação consciente, não se baseia no que está fora, ou seja, não depende da aprovação do mundo externo. Não é seguir um manual com regras sobre o que está certo ou errado. É uma ação determinada pela intuição, que é a voz do silêncio. É ter coragem de ser você mesmo, autêntico e espontâneo. Agir conscientemente significa colocar o amor em movimento, ou seja, trilhar o Caminho do Coração.

Quarta chave: Não Violência. A não violência é a ação sem ego. É a atitude não contaminada pela vingança e pelo ódio. É não dar passagem para a maldade que provoca sofrimento no outro, não importa em qual nível.

A não violência ou ahimsa, como é conhecida na tradição do hinduísmo, não é cruzar os braços e ficar esperando que as coisas aconteçam. Ela, muitas vezes, envolve ação, atitude. Mas, é uma ação que nasce do coração – é espontânea e sempre vem com sabedoria e compaixão. Não é o ódio ou o medo se manifestando. Eu mesmo já questionei o poder de ahimsa. Parece que só deu certo com Gandhi, na Índia. Mas, não é verdade. Ahimsa é o remédio que esse planeta precisa. A compaixão é o remédio e ahimsa é compaixão.

Quinta chave: Amor Consciente. Eu uso esta palavra ‘consciente’, porque a palavra amor foi degenerada. Nós demos a ela tantos outros significados que não têm nada a ver com a sua essência. Para o senso comum, o amor está ligado ao egoísmo, a uma satisfação pessoal. Ele é confundido com a paixão, com o sexo e até mesmo com o ódio. Isso acontece de uma forma inconsciente: a entidade acredita estar amando porque não tem consciência do que é amor.

Não é possível definir o amor com palavras, mas eu posso dizer que amar inclui um desejo sincero de que o outro seja feliz. Inclui ver o potencial adormecido no outro e dar força para ele acordar. É querer ver o outro feliz sem querer absolutamente nada em troca. Em última instância, amar conscientemente significa amar desinteressadamente. Mas, para que possa utilizar essa chave se faz necessário que você reconheça o seu desamor. Procure identificar em quais situações e com quem você ainda não pode ser amoroso. Aonde e com quem o seu amor não flui livremente? Em que situações o seu coração se fecha? Aí há uma pista para você. Vá atrás dessa pista e você descobrirá muito sobre si mesmo. Essa é uma forma de trazer paz para esse mundo: aprendendo a ser amigo do seu irmão; amigo do seu vizinho. Aprender a não julgar os erros do outro. Antes de levantar o seu dedo para acusar o outro, olhe para si mesmo, e pergunte: “Será que eu não tenho um defeito igual, ou outros até piores?” “Será que o meu vizinho não tem nada de bom para eu focar a minha atenção?” Comece a focar no bom que o outro tem. Essa é sua grande missão.

Sexta chave: Presença. Estar presente significa estar total na ação. É lembrar-se de si mesmo a cada instante. Quando você pode experienciar a presença, a sua energia cresce e você percebe o amor passando por você. Se puder sustentar esse estado de alerta, você terá a percepção de que tudo é sagrado, e a partir dessa percepção, poderá expandir sua energia conscientemente na direção do outro.

Eu sugiro uma prática bem simples para o seu dia a dia. Habitue-se a perguntar: Onde estou? O que estou fazendo? Permita-se parar, apenas por alguns segundos, absolutamente tudo o que você está fazendo. No meio da ação, pare e pergunte-se: Quem está fazendo? Assim você interrompe a imaginação e volta para o seu corpo, para a presença, para a totalidade na ação. Esse é o caminho. A presença é a chave mestra. Mas, porque não vamos diretamente para ela? Porque nem todos estão prontos para usufruir dela. Poucos estão maduros para abandonar o pensar compulsivo, já que isso lhes dá um senso de identidade. Então, em muitos casos, é necessário um trabalho de purificação, que é este trabalho de transformação do “eu inferior”, para que você esteja pronto para ancorar a presença. Para isso, o corpo é o portal. Sinta-se ocupando o corpo. Sinta seu campo de energia e mova-se a partir dessa percepção.

Sétima chave: Serviço Desinteressado. Servir desinteressadamente significa colocar seus dons e talentos a serviço do amor. É quando você pode se doar verdadeiramente ao outro, sem máscaras, sem necessidade de agradar ou fazer o que é certo com a intenção de ser recompensado. O único objetivo é ver o outro bilhar. Você se torna o amor que se move em direção à construção.

Acordar pela manhã, consciente de que está acordando para servir, ilumina a alegria de viver. Naturalmente, a consciência do serviço aumenta a conexão com o divino, porque, por mais que cada um tenha seus talentos e dons individuais, ou seja, uma forma particular na qual o amor se expressa através de você – é o próprio amor que está se expressando. No serviço, você se torna um canal do amor. Por isso, eu digo que o serviço é uma forma de manter a chama da conexão acesa. O amor e a felicidade passam por você para chegar ao outro, não importa o que você esteja fazendo, se está cuidando do jardim, construindo uma casa, cozinhando, cuidando de uma empresa ou de uma pessoa.

Oitava chave: Lembrança Constante de Deus. Lembre-se de que Deus está em tudo: dentro, acima, abaixo, dos lados – em todos os lugares. Ele é a vida única que age em todos os corpos e é o seu Eu Real. Essa percepção de que tudo é Um e de que a energia espiritual se manifesta em todas as formas de vida, promove um profundo contentamento. Não há palavras para descrever essa experiência, ela só pode ser vivida. A sua vida se transforma numa prece, numa oferenda a Deus. Pode passar um tsunami, mas você não se esquece de Deus. Pouco a pouco, a sua fé se torna constante e inabalável, até que possa sustentar a eterna conexão com Deus.

A partir dessa conexão, você olha para o outro e enxerga além das aparências, porque você vê somente Deus e assim pode reverenciá-lo. Este é um sincero namastê: a divindade que está em mim saúda a divindade que está em ti. Se verdadeiramente utilizar essas oito chaves na sua vida, inevitavelmente você irá experienciar a paz. Essa é a minha experiência. Durante a fase do desenvolvimento da consciência que eu chamo de “ABC da Espiritualidade” ou purificação do “eu inferior”, muitas vezes, descobrimos verdades pouco agradáveis sobre nós mesmos. 


Durante esse processo, enfrentamos obstáculos que precisam ser removidos. Aos poucos, nós aprendemos a identificá-los e removê-los e, ao removermos aquilo que não nos serve mais, podemos nos tornar canais do amor divino, para que ele flua livremente através de nós.

(Trecho extraído do livro “Transitando do Sofrimento para a Alegria”)

O pensamento cria e surge uma situação, uma cena ou um acontecimento. O corpo olha para o que foi criado e reage. Essa reação é o sentimento.

Obs: estou considerando propositadamente o termo “sentimento” e não “emoção” adequado para o que exponho aqui, por considerar que mesmo o sentimento, por mais suave que seja, é dependente do que acontece.

Para clarear essa ideia de que o sentimento é uma reação do corpo ao que acontece, vamos estudar o seguinte: Dizemos ter fé, mas muitas vezes isso sugere uma expectativa de que um nosso desejo seja atendido, pois sem aquilo não nos sentimos completos. A esperança de receber algo é a reação do corpo a uma situação. É o que chamamos de sentimento de fé, uma crença num pretenso sucesso.

Dizemos amar alguém, mas geralmente quando o ser nos atende satisfatoriamente por um comportamento ou aparência, mas se não for assim, o "amor" fica abalado. Conforme nos sentimos preenchidos pelo outro sentimos o que chamamos de amor, mas isso é uma reação do corpo a uma possibilidade, a uma ideia que fazemos do outro.

Dizemos sentir alegria quando algo que acontece nos deixa felizes, mas talvez se fosse diferente não sentíssemos. É uma reação do corpo a um evento.

Dizemos sentir gratidão por recebermos qualquer coisa, mas também pode haver uma dependência, o corpo tem uma reação positiva a um prêmio.

Tudo isso são sentimentos, reações ao que acontece, mas já podemos vislumbrar o Amor, a Gratidão, a Fé e a Alegria, não como sentimentos, e sim como atributos de Deus, energias que nos envolvem em dado momento nitidamente divinas, pois não precisam comparação. Assim, proponho que não “sentimos” esses atributos, mas somos envolvidos por eles, são independentes do que acontece, é a Graça. Para isso precisamos perdoar os sentimentos reativos.

Quem pensa? Isso é muito mais profundo que qualquer análise extremamente acurada pode fazer, mas quem pensa mesmo é Deus e apenas Ele, só que parece que houve um pensamento de separação... e aí temos vários NOMES para o pensador...

O que pensa, vai desde o pensador da separação, com toda a inteligência de um ser divino, porque imediatamente antes disso É Uno com o Pai, passando por todas as ideias de material e imaterial, até os pensamentos rotineiros de bom ou ruim, feio ou bonito, frio ou quente. Junte-se a isso todos os julgamentos de todas as situações. Somando ainda a isso, o que pensa usa de todos os dados chamados educação, experiência e história de vida para criar o que é COERENTE a essa bagagem. A maioria desses dados é inconsciente e por isso criamos inconscientemente.

Vamos considerar o pensador como o pequeno eu, pois é com ele que vamos conversar e que geralmente conversamos.

O que é a criação? São as cenas, as situações, as paisagens, eventos. Podemos dizer que é a matéria e ela se interage, se multiplica, se torce e retorce para dar consistência ao pensamento. É totalmente moldável. Tudo o que vemos é a criação, ilusória, entretanto. É tudo o que estimula esse pequeno eu a se entender feliz ou infeliz. São as cenas que o mundo apresenta, todas irrestritamente surgidas de um pensamento, que geralmente nos liga à forma, tirando-nos a simples percepção de Quem Somos.

“A criação é só uma resposta a um pensamento, é como um pensamento é mostrado”. O mundo é um “criado” dele. Se não houver um pensamento não há o mundo também.

O pequeno eu vive como se fosse “eu”, isto é, aquilo que percebemos de nós nesse mundo, pois não conseguimos nos desvincular das coisas que acontecem. Quem sente é o que prova na pele todas as dores, alegrias, satisfações e insatisfações e é justamente aquilo que acha que vai despertar, que acordará desse sonho ruim, que vai ser luz e que para isso basta estudar o mundo e compreendê-lo para então consertá-lo. Mas... é assim que se mantém pequeno.

O pequeno eu pensa o que não sabe e pensa junto com todo mundo, pois não há nenhum pensamento privado. Geralmente pensa pelo retorno emocional do que pensou. O sistema de pensamento dele é um círculo vicioso. Precisa de conflitos (dualidade) para sobreviver e não gostamos, mas alimentamos. É tão forte esse processo que perdemos a noção de causa e efeito, nos tornando vítimas do que acontece, nos tornamos vítimas da situação. Há muito mais o que dizer, mas se deixamos assim podemos ir ao ponto que quero mostrar que é o mais importante.

Podemos interromper esse processo: PODEMOS QUEBRAR O CÍRCULO VICIOSO PELO PERDÃO.

Pelo pensamento não dá, pois nem sabemos o que pensamos e até sabemos às vezes, mas não mudamos isso, repetimos as palavras, gestos e pensamentos indefinidamente. Nós falamos coisas que constroem o que não queremos, sem saber. Temos uma bagagem imensa de avaliações e doutrinações de tudo e faz parte desses pensamentos. É na criação ou no que acontece que estamos tentando normalmente sair do círculo vicioso e caminhar para o Céu. Mas fazemos isso buscando consertar ou buscando melhorar o mundo, mas todos percebemos que o que acontece parece ter uma personalidade própria e sempre nos surpreende, virando outra coisa com a qual não contávamos, pois não percebemos que criamos o ruim quando queremos torná-lo bom. Antes de fazer o bem, pensamos no mal.

O mundo não é para ser consertado, mas para ser pensado diferente. Então resta o que sentimos. É aqui que sugiro tentarmos alterar o que pensamos. Todo valor que damos ao que acontece o reforça e cria mais sentimentos que alimenta mais os pensamentos. Mas se perdoamos o que sentimos... podemos interromper esse fluxo e o pensamento se renova com essa nova intenção de uma vida diferente, ele se renova para melhor, não para a mesmice.

Tiramos importância do que acontece e perdoamos o que sentimos... em todos os estímulos que ocorrerem ao longo dos minutos, horas, dias...

Quando pensarmos em algo ruim, olhemos para o que sentimos e é fácil, difícil é perdoar o mal. Podemos sentir revolta, angústia, frustração, abandono, etc. e é isso que perdoamos, deixando o “algo ruim”, que é uma cena, de lado por uns instantes, pois tudo o que queremos é paz. Aliás, não queremos um bom patrão ou governo, queremos paz. Não queremos dinheiro, queremos paz, não queremos a companhia ideal, queremos paz e isso só se consegue com a eliminação dos sentimentos de conflito... e engraçado, quem está em paz, necessariamente está todo suprido de tudo, até de algo bom, só para corresponder à paz que vive e seus sentimentos são, no mínimo, suaves e gostosos...

O sentimento de conflito some com o perdão dele... o pensamento então não terá um retorno do mal que pensou e fica livre para pensar outra coisa. Nós reconhecemos claramente as situações e lhes damos valores, reconhecemos nossos sentimentos e os deixamos voltar aos pensamentos e é aqui que vamos trabalhar.

Vamos perdoar o que sentimos, irrestritamente, seguidamente, sistematicamente e depois veremos resultados impossíveis, segundo o pensamento do que não conseguia pensar outra coisa que a desgraça.

Se uma separação é boa, é essa, vamos separar o que sentimos do que acontece. O que sentimos pode ser dissipado pelo perdão, e o que acontece muda conforme pensamos. Eis então uma possibilidade, uma experiência que podemos fazer, a experiência do milagre...

Perdoamos o que sentimos para interromper uma eterna criação do ruim e assim permitimos o milagre de uma vida nova. Ainda que estejam presentes os pensamentos viciados, sua criação não tirará nosso sossego, pois perdoando o que sentimos, estamos envolvidos em gratidão.

O próximo passo da gratidão é a alegria...

Uma alegria sem explicação, sem expressão muitas vezes, mas poderosa o suficiente para tornar o mundo e a nossa incompreensão das coisas sem peso, sem força de nos governar. Sendo todo sentimento uma reação do corpo ao acontece, necessita correção, precisa perdão, pois por mais positivo que seja, haverá outro sentimento oposto que provocará conflito.

Exemplos do que sentimos que podemos perdoar:

Obs. Não estou tentando amenizar ou simplificar as situações, pois ao nível do pequeno eu, toda a verdade de alguém está no que ele diz sentir. Mesmo porque, nesse nível, basta dizer algo para se tornar aquilo que diz, por isso é bom cuidar das palavras. Quase não respeitamos isso por querer impor ao outro a nossa “lógica” de que aquilo é "psicológico" ou que basta tomar o remédio pra sarar. Esquecemos que toda cura ocorre apenas no pensamento e que por isso mesmo não é simples.

Medos

Irmãos passam a vida toda sentindo dores, porque tem medo de que algo venha a doer. Perdoar o medo de sentir dor. Vivem na miséria, com medo de faltar. Perdoar o sentimento de carência. Vivem escondidos com medo de se expor, com medo de não ser nada. Perdoar o sentimento de menos valia. Vivem negando os próprios processos, com medo de eles serem verdade. Perdoar o sentir medo do que é. Vivem infelizes com medo da tristeza, etc. etc. e etc.

Perdoar o sentir medo.

Desafetos
(o que sentimos por alguém)

Ódio por uma agressão.
Perdoar o ódio que sente.

Decepção por uma falha.
Perdoar o sentimento de decepção.

Dó por não corresponder.
Perdoar o sentimento de dó.

Medo por nos sentirmos fracos.
Perdoar o sentir fraco.
Etc.

E não esqueçamos que enquanto o sentimento é uma reação ao que acontece, todas as doenças surgem da permanência nesses sentimentos. Então finalmente:

Quero lhes propor uma experiência. A experiência do milagre. Sabemos o que é um milagre...

Vamos imaginar uma agressão pessoal para exemplificar essa experiência. Uma violência física ou moral, uma invasão de nosso espaço ou uma injustiça. Agora vamos aproveitar a oportunidade e permitir um milagre. Alguém me agrediu e estou sentindo raiva, estou decepcionado e injustiçado. O que fazer? Olho para a minha raiva e me perdoo de sentir raiva, olho para minha decepção e me perdoo por estar decepcionado, olho para meus sentimentos de revolta e me perdoo por sentir aquilo. Mas e a agressão? Não sei o que é e me recuso a explicá-la, é uma agressão, só isso. Se perdoo meus sentimentos, acontece o milagre, pois a agressão realmente deixa de ter significado, já que, pelo perdão, não sinto mais aquilo. A cena que pedia vingança, não pede mais, ficou sem sentido. Aconteceu um milagre, não sou mais alguém agredido. Esse é um exemplo "comigo", um milagre pra mim, mas podemos oferecer milagre ao outro. Vejamos como: imaginemos alguém doente, e com dores...

O que eu sinto vendo aquilo?
Tristeza? Amargura? Piedade?

Olho para esses meus sentimentos e "me" perdoo por sentir isso, perdoo a minha perda de alegria. Mas e o irmão sofrido? Agora, tendo perdoado meus sentimentos, estou livre para oferecer a ele tudo, tudo o que é bom pra ele, e não para receber da cena um estímulo para me identificar com a forma.

O milagre, vocês mesmos vão observar. Ele vai acontecer à medida que esse perdão se torna cada vez mais verdadeiro. Isso pode ser aplicado em tudo o que nos provocar um sentimento de conflito. Paremos um pouco para observar o que estamos sentindo. Vamos olhar para o que está acontecendo e ver como reagimos a isso... 

São muitas as oportunidades de perdoar.

Grato...

por Wagner Salviano

www.comandoestrelinha.ning.com

"Retribua com flores a todas pedras 
que te atirarem. Haverá um momento 
em que as pedras de teus inimigos 
acabarão, e assim eles só poderão 
atirar em você as próprias 
flores que receberam de ti ."

(Augusto Branco)

"Tem gente que prefere ser lagarta a borboleta. Sem paciência com os ciclos, destrói seu casulo antes do tempo e não aprende a voar..."

Existe uma lei do Universo conhecida como a 2ª Lei da Termodinâmica ou Lei da Entropia. Essa lei diz que: “A energia de um corpo tende a se degenerar e com isso a desordem do sistema aumenta”. Portanto, tudo que foi composto será decomposto, tudo que foi construído será destruído, tudo foi feito para acabar. Como fazemos parte do universo isso também acontece conosco. Sendo assim, relaxe e aproveite a beleza de cada fase de sua vida. Parafraseando Freud: “A morte é o alvo de tudo que é vivo”. O mesmo acontece a nós. Portanto, Viva! Não deixe nunca de sonhar, não o sonho pelo sonho, mas sonhar para criar novas realidades.

Com o passar do tempo envelhecemos, mas não devemos ficar presos ao passado nem temerosos do futuro, é importante reconhecer a importância do presente como resultado do passado, e o futuro como algo que construímos no presente. Pare de evocar lembranças de romances vividos, a nostalgia do que passou e a lembrança do poderia ter sido precisa ser afastada quando surge do recôndito inimigo, da furna escura da nossa melancolia. Isso porque vai nos ferir inutilmente. Já viveu essa fase, reconcilie-se com você e com o que foi vivido, sem mágoa e permita que o que ainda o entristece, se torne passado. Esse é o pré-requisito para viver o presente plenamente e criar espaço para viver novas experiencias. “O passado é lenha calcinada. O futuro é o tempo que nos resta: finito, incerto, mas um convite à vida” como já dizia Cícero.

A flor da idade já espalhou o doce perfume da juventude, dores e sofrimentos vitorias e alegrias forjaram quem somos atualmente. A maturidade é um presente quando descobrimos o quanto nos tornamos melhores com o decorrer dos anos. Inclusive tem uns que melhoram até fisicamente, na medida em que envelhecem.

Nossa sociedade atualmente tem enorme resistência em aceitar as leis da natureza e faz exigências que espalham frustrações. Advêm consequências desastrosas quando se busca a mocidade eterna, as infinitas paixões, as loucas alegrias e os desenfreados prazeres, e a temeridade que nos faz sentir imortais quando somos jovens.

A causa do sofrimento está no apego como disse o Buda, está em querer que dure o que não foi feito para durar. É insistir em viver uma fase que já passou. Tente controlar emoções destrutivas, Isso pode sufocar a vida e esvaziá-la de sentido e propósito. Não dê ouvidos a isso, está na hora de enfrentar as crises sabendo que elas significam abalo em grego, e que só é abalado o que não está firme o suficiente. Crise é um convite a superação de alguma coisa.

Você não tem de experimentar todas as coisas, viver todos os desafios, passar por todas as estradas e conhecer todas as cidades do mundo, para ter uma vida interessante. Faça o que pode ser feito com o que está disponível, e desfrute.

O que importa é o que está dentro de nós, “quem tem muita riqueza dentro de si exige menos dos outros, de si mesmo e da vida”. Descobrimos isso quando atingimos a maturidade, portanto, não brigue com o tempo, deixe que ele passe por você como um vento renovador, e benfazejo que limpa a poeira das ilusões enganadoras.

(Marilu Martinelli)

"Sou a Luz que está sobre todas as coisas. Sou tudo; de mim saiu tudo e a mim tudo chegou. Dividam um pedaço de madeira; aí estou. Ergam uma pedra, e aí me encontrarão".

(Evangelho de Tomé)

Descobri que as três coisas seguintes podem nos apoiar muito a ancorarmos uma maior liberdade. A primeira coisa que podemos fazer para ancorarmos uma maior liberdade é para estarmos absolutamente seguros sobre o que verdadeiramente desejamos experimentar mais na vida. Então, uma vez que tenhamos esta segurança, nós, em seguida, pedimos o que realmente queremos e desejamos.

Sei que, como empáticos, muitos de nós tendemos a nos esquivarmos de pedirmos o que realmente queremos, porque nós não gostamos de perturbar ou de colocarmos quaisquer encargos a ninguém. O que isto significa, é que os empáticos deixam de lado as necessidades básicas, de modo que eles têm apenas o suficiente para sobreviver. Nada mais. Isso geralmente acontece porque pensamos que as pessoas podem nos julgar se nós pedirmos o que realmente queremos, ou que, termos o que queremos nos torna menos espiritualizados de alguma forma.

Embora eu realmente acredite que é nas coisas mais simples que as maiores realizações e bênçãos residem, não há problema algum em experienciar TUDO o que a vida tem a nos oferecer. Isto inclui o arco-íris de sentimentos, a cura e as belas qualidades da natureza e a surpreendente materialização do Universo através da imaginação humana. Na realidade, pedir o que desejamos, dá ao Universo a oportunidade de nos concedê-lo.

Outra maneira de despertar maior liberdade em nossas vidas é termos claro sobre o que a liberdade realmente significa para nós. Para mim, a liberdade transcende o tempo linear (também conhecido como estruturado), e instantaneamente nos coloca no tempo eterno.

Quando eu originalmente favoreci a energia da liberdade, comecei a refletir sobre os tempos em minha vida em que me sentia mais livre. A cada vez que eu me sentia livre, isto incluía o fato de estar em meu coração e menos em minha mente e plenamente no momento presente. Isto poderia ter sido quando eu estava ouvindo música que me dava arrepios, ou enquanto estava sentado sob uma árvore, fitando o oceano. Mas o tema comum foi sempre que eu estava naquele momento plenamente, vivendo no presente.

Se você refletir sobre os momentos em que se sentiu mais livre, perceberá, provavelmente, que você teve os tipos semelhantes de experiências. Se for este o caso, então, a liberdade reside no momento presente.

Quando percebi isto, meu único trabalho a cada dia era me lembrar de estar plenamente presente a cada experiência que eu estava tendo, tanto quanto eu pudesse me lembrar de fazer isto. Quando fiz disto a minha intenção diária, a liberdade e a abundância se tornaram as principais energias que guiaram a minha vida. Esta prática de viver no momento presente me mostrou que o nosso infinito interior pode se tornar completamente materializado em nossa realidade exterior, também. Uma outra maneira de podermos ancorar a liberdade é assumirmos mais riscos.

Por causa de como os empáticos são sensíveis, ter o dom de ser capaz de sentir tudo ao redor deles, assumir riscos algumas vezes, não é a primeira escolha em torno do qual poderíamos gravitar. Embora, algumas vezes, possa parecer um pouco desconfortável assumir riscos, realmente ter riscos tem o dom de ser capaz de nos ajudar a nos expandirmos além de quaisquer antigas limitações que podemos ter criado para nós mesmos.

Uma maneira produtiva de assumir um risco pode ser simplesmente investir em nós mesmos, em nosso bem estar, nossos dons, talentos e contribuições para o mundo. Isto pode ter expressão através de ações que favorecem a nossa saúde e o nosso bem estar, o desenvolvimento espiritual e as aventuras criativas.

Estes três processos juntos podem nos ajudar a nos expandirmos e ancorarmos maior liberdade em nossas vidas. Eles também podem nos ajudar a estarmos mais preparados para tempos de grande mudança.

Estamos vivendo em tempos que os nossos antepassados falaram por milhares de anos. Isto está acontecendo ao nosso redor, aqui e agora. Como sempre, saiba que você não está sozinho. Sou grato por compartilharmos esta jornada juntos, e espero ansiosamente nos conectarmos novamente em breve.

Até a próxima vez,

Com amor,
Emmanuel

www.emmanueldagher.com


“Nascemos querendo receber amor exclusivo. Passamos a vida exigindo esse amor em nossas relações. Mas isso não existe, então sofremos. Apanhamos até perceber que tudo que buscamos está dentro de nós mesmos. Então compreendemos que seremos amados somente quando esse amor estiver fluindo abundantemente dos nossos próprios corações. Parece absurdo, mas assim é.”

(Sri Prem Baba)

AMANHÃ SERÁ OUTRO DIA

Se as lágrimas rolam compulsivas,
chore... Lave a alma...
Se a dor parece que vai fazer
teu peito explodir,
não te desesperes...
Peça forças a Deus,
dias melhores hão de vir...
A ferida de hoje
é a cicatriz
de amanhã...
Um dia,
esse triste momento
será apenas uma lembrança...
Se há tempestade
na tua existência,
tenha paciência...
Pode até demorar,
mas um dia,
surgirá o arco-íris
e com ele, o sol...
Se caíste, levanta-te,
reinicie a caminhada,
mesmo que seja
do quilômetro zero...
Não desanimes,
não entregues os pontos...
Um dia,
essas lágrimas secarão...
Estás descrente de tudo?
Tenha fé...
Mas o que é ter fé?
Ter fé é fechar os olhos
e jogar-se nos braços de Deus,
assim como a criança faz
quando dizemos: " PULE"!
E ela se joga confiante no ar,
pois crê que será aparada...
Faça assim,
joga-te com confiança
nos braços de Deus...
Ele te sustentará
e secará tua lágrima...
Confie!
Na vida, tudo é aprendizado
Só o Pai sabe a hora de intervir
e mudar tua história...
E quando começar a atuar
fará mais do que pediste...
Sua obra é completa...
Vamos, enxugue as lágrimas...
Erga a cabeça... Siga em frente!
Confie!

(Maria José Zanini Tauil)

Você sabia que suas mãos possuem um poder de cura inato que tem sido usado durante séculos? Mudras são as posições das mãos que influenciam a energia do seu corpo físico, emocional e espiritual. Os Mudras têm sido utilizados no Oriente há milhares de anos e foram praticados por muitos líderes espirituais incluindo Budha. Hoje, os Mudras ainda são usados em yoga e meditação. Às vezes, podemos inconscientemente colocar nossas mãos em posições de mudra sem sabê-lo, outras vezes podemos usá-los para ajudar a canalizar e estimular a cicatrização.

Existem centenas de Mudras, mas aqui estão alguns dos mais comuns:


1.) Mudra Gyan (Mudra do Conhecimento):



A ponta do dedo indicador toca a ponta do polegar, enquanto os outros dedos permanecem retos.

Benefícios: Melhora o conhecimento, estimula a hipófise e glândulas endócrinas, aumenta a memória, ajuda na meditação, previne a insônia, ajuda a melhorar o humor e traz clareza de raciocínio.

Prática: A qualquer momento, sentado, em pé ou deitado na cama.


2.) Mudra Prithvi (Mudra da Terra):



A ponta do dedo anelar toca o polegar enquanto os outros dedos permanecem em linha reta para fora.

Benefícios: Auxilia a reduzir deficiências físicas e espirituais, ajuda a aumentar a força da vida, ajuda a limpar a pele, favorece a funcionalidade do corpo.

Prática: A qualquer hora.


3.) Mudra Varuna (Mudra da Água):


A ponta do dedo mindinho toca o polegar enquanto os outros dedos permanecem em linha reta.

Benefícios: Ajuda a equilibrar as emoções, ajuda a reter água, ajuda a aliviar a prisão de ventre e cólicas, e também ajuda a regular os ciclos menstruais e condições hormonais.

Prática: 15 minutos três vezes por dia.


4.) Mudra Vayu (Mudra do Ar):


O polegar colocado sobre o dedo indicador enquanto o resto dos dedos permanecem retos.

Benefícios: Ajuda a acalmar a mente ansiosa, acalma a voz tensa, ajuda a diminuir o estresse e ajuda a reduzir a impaciência e indecisão.

Prática: 10 a 15 minutos, 3 vezes por dia.


5.) Mudra Shunya (Mudra do Vazio):


A ponta do polegar pressiona o dedo do meio para baixo, enquanto o resto dos dedos ficam para cima.

Benefícios: Reduz apatia no corpo, é altamente eficaz para dores de ouvido, ajuda a restaurar a confiança, e aumenta a cognição mental.

Prática: 40-60 minutos por dia ou, para uma dor de ouvido, 4-5 minutos.


6.) Mudra Surya (Mudra do Sol):


Dobre o dedo anelar sob o polegar enquanto o resto dos dedos permanecem em linha reta.

Benefícios: Ajuda a estimular a glândula tireoide, ajuda a aliviar o ganho de peso e reduz o apetite, estimula a digestão, ajuda a aliviar a ansiedade e estresse, e ajuda a guiá-lo para o seu propósito.

Prática: 5 a 15 minutos, duas vezes por dia.


7.) Mudra Prana (Mudra da Vida):


O dedo anelar e o mindinho dobram para tocar o polegar enquanto o indicador e o dedo médio permanecem apontando para cima.

Benefícios: Melhora a força da vida, ajuda a fortalecer a mente, corpo e espírito, ajuda a promover a tomada de decisões, melhora a imunidade e motivação, ajuda a melhorar a visão, e reduz a fadiga.

Prática: A qualquer hora.


8.) Mudra Apana (Mudra da digestão):


O dedo médio e o anelar são dobrados sob o polegar enquanto o mindinho e o dedo indicador ficam para cima.

Benefícios: Ajuda a regular o sistema excretor, ajuda a desintoxicar e estimula os movimentos intestinais, é útil para aliviar a constipação e hemorroidas.

Prática: 45 minutos por dia.


9.) Mudra Apana Vayu (Mudra do coração):


O dedo indicador dobra-se para tocar a base do polegar, enquanto curva o dedo médio e o anelar para tocar a ponta do polegar. O dedo mindinho permanece esticado.

Benefícios: Estimula a cura do coração, ajuda a proteger fisicamente o coração, e também ajuda a reduzir os gases e azia.

Prática: 15 minutos, duas vezes por dia.


10.) Mudra Linga (Mudra de calor):


Entrelace os dedos das duas mãos, mas mantenha o polegar da mão esquerda apontando para cima. Faça o polegar direito envolver o polegar esquerdo tocando o dedo indicador da mão direita.

Benefícios: Ajuda a estimular o calor no corpo, ajuda a reduzir o catarro e congestão, fortalece os pulmões, ajuda a revigorar e equilibrar o corpo.

Prática: A qualquer momento, mas não pratique excessivamente.


Adendo A Luz é Invencível (Sugestão da Monica):


Mudra Mukula: É uma energização de cura, usado para direcionar a energia para qualquer lugar no corpo. Basta colocar os quatro dedos de encontro com o polegar, colocando as pontas dos dedos onde a cura é necessária. Em cada respiração, podemos sentir a energia de cura passar através de nossos dedos e entrar no nosso corpo na parte enferma, ele limpa, relaxa e cura, liberando as toxinas indesejadas e preenchendo a área com uma luz branca. Para uma limpeza geral e rejuvenescimento do corpo, podemos sentar e relaxar em local tranquilo, estendendo os braços e colocando cada mão sobre os joelhos, com os dedos apontando para o teto, em formato de Mudra Mukula. Definindo a nossa intenção e sentindo a energia de cura limpando todo o nosso corpo.

@Tanaaz Chubb

Origem: wakingtimes
www.comandoestrelinha.ning.com

"Discutir não alimenta.
Reclamar não resolve.
Revolta não auxilia.
Desespero não ilumina.
Tristeza não leva a nada.
Lágrima não substitui suor.
Irritação intoxica.
Deserção agrava.
Calúnia responde sempre com o pior.
Para todos os males, só existe 
um medicamento de eficiência comprovada.
Continuar na paz, compreendendo, ajudando, 
aguardando o concurso sábio do Tempo, 
na certeza de que o que não for bom 
para os outros não será bom para nós."


(Chico Xavier)


"De modo geral, as pessoas que mais encontram dificuldades em se amar são aquelas que não se mostram dispostas a perdoar. O perdão, além de retirar um fardo pesado de seus ombros, é a chave que abre a porta para que possa entrar o amor."

(Louise L. Hay)

26 de mai. de 2015


"Engana-se quem pensa que é feliz emaranhado em mentiras. Leve e divino é viver e sentir prazer diante de todos os fascínios da vida com toda sua veracidade...caso contrário tudo será ilusão e um grande faz de conta!"


(Silvana Gonçalves Luiz)

"Os anseios mais importantes do nosso coração são, principalmente, uma aventura secreta e particular, não reconhecida o suficiente pelo mundo externo. Nem mesmo nos permitimos fracassos ou imperfeições, a manifestação aberta da emoção ou da afeição é controlada e aqueles que se expressam com profunda paixão, emoção, criatividade e inovação são únicos e especiais e colocados em uma categoria."