Nem todas as mulheres são iguais, nem todas querem a mesmice de ser a dona do lar. Nem todas se entusiasmam em ter filhos, cuidar da casa, ou suportam os defeitos de um homem apenas para não ficar só...
Nem todas alegram-se com os rituais repetitivos de ter uma família. Algumas buscam mais, esperam mais, querem mais...
Com tempo percebem que a ideia dos "felizes para sempre" não passa de mera propaganda enganosa. Buscam mais, querem mais...
E sua essência não tolera a rotina, buscam mais, querem mais...
Um dia se olham no espelho e questionam suas escolhas, suas lutas para ser igual a todas e ao olhar-se assim bem no fundo dos olhos e da alma, se vê tão diferente. Tão dona de si, tão única, tão plena. Uma mulher assim, nunca mais será capturada pelos contos de fada.
Ela é mais que a princesa indefesa, ela é um mulherão, e há muito tempo se libertou de sua maior prisão, o medo de ser só. Ela é tão livre, enfim...
Mas, tudo bem se também não for assim e o mulherão gostar de paz, gostar do lar cheio de crianças, gostar das rotinas e rituais. O que importa é não julgar nenhuma das escolhas. Ser do lar é o que todos esperam das mulheres, nenhum homem irá questionar isso, parece que nosso lugar sempre foi ali.
Ser diferente é o grande desafio para quem escolhe romper. A questão não é o que você escolhe, a questão é respeitar as escolhas que as outras fazem, que podem ser diferentes da nossa e entender que mulheres apoiam mulheres, que mulheres são diferentes, com histórias diferentes...
Como diz Fernando Pessoa: 'Tudo vale a pena se a alma não é pequena', e eu complemento tudo vale a pena, se apesar de tudo se é feliz!
(Ane Barros)

