CHEGUE NA PAZ

11 de jun. de 2015


Nascemos num universo que se manifesta de forma dual: expansão e retração, e no planeta Terra a dualidade está presente constantemente. Vivemos entre o amor, energia de expansão e o medo, energia de retração. O medo diante do perigo como maneira de preservação da vida é natural, e também uma forma de testar nossos limites. Porém, o medo se apresenta com muitas máscaras, e elas nos aprisionam a mediocridade, angustias e aflições. Dentre elas se destacam o medo de sofrer, o medo da solidão. o medo da rejeição, o medo de não ser capaz, o medo de amar, e principalmente o medo de viver e de morrer. O medo de sofrer nos leva a criar couraças de proteção que nos blindam contra a vida. Muitas pessoa assistem a vida passar, não entram nela, são observadores passivos da experiencia de estar vivos. Isso acontece porque temem correr riscos e possíveis desilusões. E sempre que nos preservamos em excesso a vida vem ao nosso encontro para nos colocar na roda. É quando costumamos ser sequestrados pelas nossas próprias emoções. Sem falar que o resgate é sempre pago por nós, e custa caro. O medo da solidão, nos torna inseguros e conduz a enganos, projeções de idealizações que levam a relações amorosas destinadas ao sofrimento e a amizades insatisfatórias. Esse tipo de medo se enraíza no distanciamento de quem realmente somos. Criamos uma autoimagem e acreditamos nela, sem ousar descobrir quem é o ser que se esconde por traz da imagem criada. Por medo da rejeição, ou desaprovação impedimos que a vida flua, e que tenhamos os frutos do aprendizado advindo dos nossos erros e acertos, Prisioneiros de nós mesmos impedimos a expansão dos nossos horizontes e a abertura para o desconhecido. O temor de ser incapaz e inábil não permite que nossos talentos aflorem, e também estabelece a nossa conexão com o "não". Isso cria um padrão mental que coloca a dificuldade na frente da possibilidade. Devido a esse padrão nos tornamos seres movidos a restrições e estreitamentos, obrigados a caber dentro de ditames impostos pela família e pela sociedade. Nos tornamos infelizes com essa penalidade autoimposta e sem coragem de mudar nossa sentença. Outro tipo de medo altamente prejudicial é o medo de amar. Principalmente porque nos isola de nós mesmos, das pessoas, e consequentemente do próprio crescimento humano e espiritual. O medo de amar, alimenta o medo de viver e de morrer, Desencadeia-se então um processo destrutivo de negação. Uma forma de desvalorizar e desperdiçar nosso precioso nascimento, e de fugir da extraordinária aventura de consciência, que é viver. Se observarmos atentamente veremos que quanto mais tememos a vida, mas tememos a morte, afinal a morte não é uma ameaça, é uma outra expressão de vida. Não apenas os espiritualistas creem na continuidade da vida após a morte. A física quântica afirma que a energia não termina, ela assume diferentes formas e maneiras de permanecer existindo. E nós somos essencialmente energia inteligente. Acredito que nada é mais forte do que a vida, tanto é que não existe morte. Viver é preciso e precioso, agradeça e reverencie a vida, uma sagrada oportunidade de autodescoberta...

(Marilu Martinelli)