CHEGUE NA PAZ

9 de mai. de 2013


Coloridas e diurnas, as borboletas
 prenunciam acontecimentos alegres, 
ao contrário de suas irmãs mariposas, 
quase sempre negras e noturnas, 
que noticiam a infelicidade. 
No imaginário humano, porém, 
ambas estão relacionadas à alma.
Na cultura greco-romana, assim como na egípcia, acreditava-se 
que a alma deixava o corpo em forma de borboleta. 
A palavra psique, em grego, quer dizer 
ao mesmo tempo espírito e borboleta. 
Nos afrescos de Pompéia, a psique é representada 
por uma criança com asas de borboleta.

Para a civilização asteca, ela era o sopro vital 
que saía pela boca do morto, além de estar associada 
a uma divindade (Itzpapalotl, cruzamento 
de uma mulher com uma borboleta). 
Esse simbolismo está relacionado à sua metamorfose, 
que, metaforicamente, expressa a saída do túmulo 
(casulo) para o renascimento. 
Essa associação de seu ciclo vital, a passagem do mundo 
dos mortos para o dos vivos, também é utilizada na cultura oriental. 
No Japão, borboletas são espíritos viajantes; 
o seu surgimento anuncia uma visita ou a morte de um parente. 
Por outro lado, duas borboletas juntas 
querem dizer felicidade conjugal.
No Vietnã, sua presença exprime longa vida, 
mas, nesse caso, é devido a uma coincidência fonética: 
duas palavras com pronúncia semelhante 
significam “borboleta” e “longevidade”