Ela está bem sozinha. Não porque ela não sinta falta, mas porque ela sabe que fez do tempo uma jornada de cura. Ela superou as dores do passado, as decepções, as traições, as mentiras. Ela se perdoou e perdoou quem a feriu.
Ela se libertou das amarras que a prendiam a um amor que não valia a pena. Ela está bem sozinha. Não porque ela não tenha sonhos, mas porque ela tem planos. Ela sabe o que quer da vida, e corre atrás dos seus objetivos.
Ela se dedica ao seu trabalho, aos seus estudos, aos seus hobbies. Ela se diverte, se aventura, se renova. Ela não espera por ninguém para realizar os seus desejos.
Ela sabe quem sim, quem não e quem nunca. Ela não se deixa levar por falsas promessas, por joguinhos, por ilusões. Ela não se entrega a qualquer um, nem se contenta com pouco.
Ela aprendeu a se valorizar. A se cuidar. A se proteger, sem se isolar. É que, no fundo, ela está muito bem sozinha.
Mas isso não significa que ela não queira alguém. Ela quer, sim, um amor de verdade. Um amor que a complete, que a apoie, que a inspire. Ela sabe que, um dia, esse amor vai chegar. E ela vai estar pronta para recebê-lo.
(Edgard Abbehusen)

