CHEGUE NA PAZ

7 de dez. de 2023



Hoje eu não sou mais tão severa com meus defeitos.

As rugas que surgem, misturam-se com as lembranças, com tudo o que vivi, com o que o tempo foi deixando em mim.

As imperfeições não me incomodam mais, pelo menos não da forma tão pungente quanto antes.

Acostumei-me com as marcas da vida, aceitei, redescobri-me e aprendi a amar-me.

Dizem que as mulheres maduras alcançam essa maturidade na autoimagem.

Eu chamo essa maturidade de paz na alma, uma paz que invade os espaços onde permiti, finalmente, o amor próprio florir.

O amor próprio para algumas pessoas, como eu, só mesmo com o passar do tempo torna-se possível.

Sou tudo o que vivi, chorei, amei, venci, perdi, tudo o que doeu, tudo o que me fez feliz.

Sou as marcas, as imperfeições. Não há mais porque me esconder.

Algumas pessoas podem dizer que tudo mudou porque envelheci.

Eu prefiro dizer: "Eu floresci..."