Aprendo a ser só, a dar voz ao que viveu retraído por dentro.
Não sou a boazinha, a que nunca errou. Eu tenho vivência.
Já tive os pés fora do chão, um amor de cabeceira.
Só parei de marcar bobeira, de achar que todo mundo é legal e que ninguém seria capaz de me prejudicar.
Sei das minhas avarias, dos meus resgates, das vezes que supliquei para parar de doer. Eu estou aprendendo.
Busco meu sustento espiritual, minha paz que oscila entre os passos que por vezes não se encontram. É assim que se cresce.
Entre os vãos do tempo, entre o olhar que se descobre vivo. Dói, passa, recomeça!
Está tudo bem!
(Sil Guidorizzi)

