“Os imprevistos nos provam que a vida não segue em uma linha reta. Não dá para planejar o nosso destino sem que haja alguma intercorrência.
Seria perfeito se pudéssemos pegar uma agenda e projetar os próximos passos e anos e segui-los à risca. Que bom seria riscar uma check-list sem nenhum contratempo, mas infelizmente a vida não funciona dessa maneira.
Não controlamos sequer se vestiremos um cardigã ou uma roupa leve pela manhã. As condições climáticas podem mudar a qualquer momento.
E dependendo do lugar em que você mora é possível que você viva as quatro estações em um único dia. Ninguém tem o poder de domar a vida. Ela é dona de si mesma. Ela é indomável e impetuosa.
Quando nos deparamos com uma negativa diante de algo que queríamos muito, quando topamos com algo que nos tira do prumo, nos entristecemos e questionamos a Deus e ao Universo do porquê de todas as coisas saírem erradas.
Acontece, que nenhuma folha cai de uma árvore sem que tenha chegado o seu momento. Alguns sonhos são para nós e outros não, algumas estradas são para os nossos pés e outras somente para as nossas vistas.
Próximo à margem do rio quando a água está agitada é impossível ver o que há por baixo. A água suja impede que vejamos o que existe ali. Depois de alguns minutos ela vai se acalmando e deixa de ser turva, nisso podemos ver pedrinhas e se tivermos sorte até algumas piabinhas nadando. Tudo se torna límpido e claro.
A nossa mente não é muito diferente desse rio. Quando há confusão, tormenta e tristeza pelo que perdemos ou saiu fora do planejado não conseguimos enxergar nada além do caos, dor e até mesmo fracasso em nós. Da mesma forma que precisamos esperar que o rio se acalme, é necessário que silenciemos as nossas dores para conseguirmos suportá-las.
Toda perda esconde uma grande oportunidade. Basta que paremos de focar naquilo que já não está sob o nosso domínio. A nós nos cabe apenas pensar, mas não de forma punitiva e massacrante. Nem tudo nesta vida caberá a você solucionar.
Tenha sempre em mente isso. Não se autoflagele e seja gentil consigo mesmo.”
(Pâmela Marques)

