Não me apresente tua religião
São muitas, e a todas respeito.
Me curvo e as honro,
Em reverência ao sagrado que em todas se assenta.
Mas hoje quero ver o que és, livre da armadura dela.
Quero ver o que sobra.
Quero ver quem és tu, quem é esse teu espírito,
Sem as cascas do dogma.
Quero ver o molde do amor em teu espírito.
Quero ver a forma que teu amor dá ao mundo.
Não me apresente tua religião... por favor, hoje não.
Me apresente o mundo, sob a ótica do teu amor.
Me apresente o que o amor te permitiu enxergar,
O que o Amor te permitiu cultivar,
O que o Amor te permitiu colher.
Não me apresente tua religião.
Mas quero ver sim, o que Deus fez contigo.
Quero ver até que ponto
Te despiste dos regulamentos,
Transcendeste a letra das leis...
E te revestiste de luz.
(Gi Stadnicki)

