A Mãe Terra
Aquilo que está dentro é como o que está fora, aquilo que está no alto é como o que está embaixo.
Dizem os sábios de todos os tempos que o grande e o pequeno, o externo e o interno, o macroscópico e o microscópico são análogos.
O pulsar vital das galáxias e o pulsar dos nossos corações são iguais, assim como o sangue que corre por nossas veias e os rios que correm pelo organismo terrestre.
Deveríamos imaginar que a Terra que habitamos é um organismo que respira, que flui, que se contamina e se engasga, que dorme, que desperta e sonha, se espreguiça, se sacode e se angustia.
Deveríamos perceber que a Terra vive, vibra, sofre, chora, adoece, se cura por seus próprios meios, se reproduz e floresce. Deveríamos reconhecer que cada um de nós é a Terra e o céu.
Deveríamos saber que cada célula contém o universo inteiro. E aí cuidaríamos de cada expressão, de cada palavra dita e de cada sentimento, porque, quando são harmoniosos, são alimento para a alma, mas são veneno para o espírito quando estão contaminados.
Hoje, todos os seres humanos estão envolvidos na contaminação da água, do ar, da terra e da natureza em seu conjunto.
Espantosamente, isso coincide com uma época em que a maternidade como símbolo de nutrição perdeu seu valor social.
Por sua vez, as mulheres estão distanciadas dos ciclos vitais naturais e de seus próprios ciclos femininos, que são pura expressão do seu contato com o universo.
Apressadas e com os relógios interiores desajustados, não sabem quando ovulam, nem quando sangram, nem quando comem, nem quando sonham. Está na hora de derramar algumas gotas de consciência, pois o futuro da humanidade depende de nossas capacidades nutritivas.
(Laura Gutmam)

