Quando se faz uso de termos como “morador de rua”, “mendigos” ou “pedintes” se reforça a ideia de que essa condição é inerente a essas pessoas, que de fato é isso que as define enquanto seres humanos. Mas será que as pessoas realmente estão na rua porque aquele é um espaço atrativo, como temos ouvido por aí?
Essa população é marcada por histórias de exclusões, estigmas, violações e rompimentos de vínculos familiares. O uso do termo “população em situação de rua” ou “pessoa em situação de rua” busca acabar ou minimizar esses estigmas, transmitindo a ideia de que esses cidadãos e cidadãs estão em tal condição em caráter transitório, devendo ser uma situação temporária, desde que haja políticas públicas estruturantes.
O termo “morar” significa “residir em (determinado local); habitar”. Quem se encontra em situação de rua tem seu direito a habitação negado, o que torna bem contraditório o uso de palavras como “morador” ou “habitante”, já que todos devem residir ou morar em casa, não nas ruas.
A população em situação de rua tem seus direitos constantemente violados e é fundamental que continuemos na luta juntos e juntas com a população em situação de rua, pela garantia de seus direitos, inclusive o direito à moradia e saída definitiva da condição de rua.
