O DECÁLOGO DO RACISTA
1- "Não tenho nada a ver com a África, com seus costumes e religião".
2- "A escravidão no Brasil foi benéfica para os descendentes".
3- "No Brasil não existe racismo real".
4- "O movimento negro precisa ser extinto".
5- "Gilberto Gil, Martinho da Vila, Taís Araújo, Leci Brandão e outros artistas são parasitas da raça negra no Brasil".
6- "Tenho vergonha e asco pela negrada militante".
7- "Deviam dar medalha a branco que meter preto militante na cadeia por crime de racismo".
8- "Angela Davis é uma comunista e mocreia assustadora".
9- "Se você é africano e acha que o Brasil é racista, a porta da rua é serventia da casa".
10- "É preciso que Marielle - mau exemplo para os negros - morra. Só assim deixará de encher o saco".
O autor dessas frases é um negro, acredite! Vai reassumir seu cargo na Fundação Palmares! Foi nomeado pelo então secretário de Cultura Roberto Alvim, aquele fã do nazismo e de Goebbels, o ministro da propaganda de Hitler.
A liminar que afastou Camargo do cargo, por se colocar "em frontal ataque às minorias cuja defesa é razão de ser da instituição por ele presidida", como argumentou o juiz Emanuel Guerra (18ª Vara Federal/CE), caiu no STJ: Seu presidente, João Otávio de Noronha, acatou recurso da Advocacia-Geral da União.
Regina Duarte, em vias de ser empossada como secretária de Cultura, disse, apequenada, que "decisão judicial cumpre-se". Ela não é obrigada a manter o racista na Fundação. Dignidade e altivez são valores inegociáveis.
Tudo isso é mais do que inacreditável: é abominável, repugnante, infame. O colonialismo escravocrata e a cultura racista estão de volta.
O paradoxo que Debret retratou com grande arte, no século XIX, se repete.

