CHEGUE NA PAZ

16 de fev. de 2020


O DECÁLOGO DO RACISTA

1- "Não tenho nada a ver com a África, com seus costumes e religião".

2- "A escravidão no Brasil foi benéfica para os descendentes".

3- "No Brasil não existe racismo real".

4- "O movimento negro precisa ser extinto".

5- "Gilberto Gil, Martinho da Vila, Taís Araújo, Leci Brandão e outros artistas são parasitas da raça negra no Brasil".

6- "Tenho vergonha e asco pela negrada militante".

7- "Deviam dar medalha a branco que meter preto militante na cadeia por crime de racismo".

8- "Angela Davis é uma comunista e mocreia assustadora".

9- "Se você é africano e acha que o Brasil é racista, a porta da rua é serventia da casa".

10- "É preciso que Marielle - mau exemplo para os negros - morra. Só assim deixará de encher o saco".

O autor dessas frases é um negro, acredite! Vai reassumir seu cargo na Fundação Palmares! Foi nomeado pelo então secretário de Cultura Roberto Alvim, aquele fã do nazismo e de Goebbels, o ministro da propaganda de Hitler.

A liminar que afastou Camargo do cargo, por se colocar "em frontal ataque às minorias cuja defesa é razão de ser da instituição por ele presidida", como argumentou o juiz Emanuel Guerra (18ª Vara Federal/CE), caiu no STJ: Seu presidente, João Otávio de Noronha, acatou recurso da Advocacia-Geral da União.

Regina Duarte, em vias de ser empossada como secretária de Cultura, disse, apequenada, que "decisão judicial cumpre-se". Ela não é obrigada a manter o racista na Fundação. Dignidade e altivez são valores inegociáveis.

Tudo isso é mais do que inacreditável: é abominável, repugnante, infame. O colonialismo escravocrata e a cultura racista estão de volta.

O paradoxo que Debret retratou com grande arte, no século XIX, se repete.