CHEGUE NA PAZ

5 de nov. de 2019


ENFERMIDADE MORAL

O orgulho é o sentimento de superioridade e a arrogância é uma das manifestações mais salientes desse traço moral. A personalidade arrogante supervaloriza seu próprio eu. Mantém uma fixação enfermiça nas “vibrações do ego”. 


O arrogante não aceita críticas, quando as aceita procurar maquiar as correções que ela indica em sua conduta; despreza o valor alheio e se o reconhece adapta-o aos seus interesses e modo de ver.

Tiraniza a si mesmo nas malhas da culpa; tem uma convicção inabalável em suas próprias crenças, porque calcadas no perfeccionismo que o martiriza.

A arrogância afasta as pessoas. O arrogante comete o disparate de acreditar que pode e até deve mudar o modo de pensar dos outros.

Nesse sentido usa de toda sua ardilosidade. Não costuma ouvir senão as opiniões que vem de encontro ao seu próprio ego. 

Raramente abre-se a pensar nas ponderações dos outros por nutris um exagero sentimento de certeza naquilo que realiza.

A personalidade arrogante é autossuficiente. Alimenta-se de confiança exacerbada. Quase sempre, tem suas origens nas experiências de sucesso que deveriam insuflar a competência e arte de promover o ser humano ao crescimento, à habilitação em novos misteres. 

Tais ingredientes morais mascaram a compulsiva sensação de grandeza, alcançando patamares de desrespeito à vida no campo individual ou coletivo, sem que o arrogante o perceba.

Acalentando a Alma