"Eu saúdo a ti criança!
Aquela que mora em mim, aquela que mora ali.
Eu saúdo ao teu presente e cheiro o seu perfume.
Eu saúdo a tua boneca que me diz sim,
ao teu barquinho que insiste em nadar e
à tua aeronave que te trouxe aqui.
Nasceu do amor das estrelas,
brincou de esconde-esconde com a lua
e prometeu ao Sol a sua busca
à liberdade entre a beleza dos frutos.
Eu te lembro criança, nesse agora, que tu tens voz.
Não se esqueça que ela se faz em prosa,
não se esqueça, ao jogar os dados, que tens nome.
E se no meio do percurso
seus olhos não verem as montanhas,
nem nos rios encontrares pureza nas águas
e nem os animais serem os mesmos,
não se esqueça que podes voltar às estrelas...
E no seu azul profundo você, com certeza,
pode aqui estar, subir a montanha e
pode nela gritar com teu coração a que veio!
E porquê veio!
Lembra que teu sino vai tocar e o Universo vai te ouvir
e aí, nesse momento, lembrarás que tu és livre!"

