
Perceba que você pode estar vivendo de maneira tão pesada, tão enraizado na matéria, que a expansão da consciência pode se tornar impossível. Então procure viver de modo leve, sem apegos.
Não fique obcecado, dissolva sua possessividade.
É bom morar numa casa, mas quando chega a hora de abandonar a casa, a pessoa deve ser capaz de ir sem olhar pra trás.
Esteja com as pessoas, mas se você perder alguém querido, você deve ser capaz de dizer adeus silenciosamente, amorosamente, sem nenhuma queixa, sem nenhuma relutância.
Viva de tal modo que você não fique muito preso.
O plano sutil não está muito longe.
Essa margem o circunda por todos os lados.
Se você permanecer presente no momento presente, se você transformar seus venenos em mel, se compartilhar suas positividades e se você se tornar um ninguém, você atravessará para a outra margem muitas vezes por dia...
E de repente você estará lá...
O plano sutil não está em algum lugar distante, perto de outras galáxias, esse plano está sempre aqui.
É uma qualidade da sua consciência, é uma qualidade da sua compreensão, é uma qualidade da sua meditação.
Permaneça sem cargas, não viva obcecado por coisas mundanas...
Viva no mundo, mas não permita que o mundo viva em você. E, então, até mesmo na multidão você estará só.
A outra margem torna-se tão próxima que você pode atravessar a barreira a qualquer momento que queira.
