
Amar-se significa aceitar quem se é, fazer as pazes com o seu passado, perdoar-se, para então seguir livre e leve o caminho do seu coração.
Para começar a amar a si mesma, devemos amar ser mulher e o nosso corpo, o templo sagrado do nosso espírito nesta encarnação. Porém, milênios de patriarcado pesam sobre nós, nos convenceram de que ser mulher é horrível, que somos fracas ou histéricas, que o nosso sangue menstrual é sujo, que devíamos fugir da dor do parto.
Este foi a primeira cura que conquistei, afinal, eu fui atleta e realmente detestava ser mulher e menstruar, baixava o meu rendimento, era um verdadeiro saco. Muitas feridas encontrei em meu ventre vindas do meu próprio ódio em ser mulher, certamente somadas à mesma dor vinda de minhas ancestrais.
A cura da mulher envolve amar a si mesma e, portanto, amar o seu ventre, o seu corpo e o seu ciclo. Após esta primeira cura, a vida se abre, o caminho do nosso coração se mostra, nos tornamos mais criativas, mais potentes, mais livres. Descobrimos um grande prazer em viver e ser quem somos!
(Fernanda Brener)
