22 de set. de 2018

Resultado de imagem para imagem + Hippolyte Léon Denizard Rivail


PROFESSOR RIVAIL, ESTAVA COM RAZÃO QUANDO ESCREVEU E PUBLICOU ESSE ARTIGO.

"Não basta dizer ao homem que ele tem que trabalhar; é preciso também que aquele cuja
existência depende do seu trabalho encontre ocupação, e isto é o que nem sempre, acontece.


Quando a falta de emprego se generaliza, toma as proporções de um flagelo, como a miséria. A ciência econômica procura o remédio, no equilíbrio entre a produção e o consumo; este equilíbrio, porém, supondo que ele seja possível, apresentará sempre intermitências e, durante esses intervalos, o trabalhador não pode deixar de viver. 

Há um elemento que quase não se faz pesar na balança e sem o qual a ciência econômica não passa de uma teoria: é a educação; não, a educação intelectual, mas a educação moral; tampouco a educação moral, através dos livros, mas a que consiste na arte de formar os caracteres, a que incute hábitos, pois a educação é o conjunto dos hábitos adquiridos. 

Quando se considera a massa de indivíduos, lançados, todos os dias, na torrente da população, sem princípios, sem freio e entregues aos seus próprios instintos, devemos nos espantar com as consequências desastrosas que daí resultam? 

Quando esta arte for conhecida, compreendida e praticada, o homem terá, no mundo, hábitos de ordem e de previdência, para si mesmo e para os seus, de respeito pelo que é respeitável, hábitos que lhe permitirão atravessar menos penosamente os inevitáveis maus dias. 

A desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem compreendida pode curar; aí está o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, a garantia da segurança de todos."

(Hippolyte Léon Denizard Rivail, Paris/1857)