Venho de um tempo em que as pessoas se compreendiam com o olhar.
De um tempo em que não era proibido sonhar.
Tocar a alma era permitido, e o amor ainda existia.
Um tempo em que tínhamos tempo para admirar... um pôr-do-sol, deitar-se na grama, mergulhar no rio, sorrir sem motivo e amar sem razão.
Um tempo em que vida era Vida de verdade.
Sou alma tão antiga, que nos dias de hoje anda perdida e que procura na noite, na lua, nas estrelas, na poesia... uma esperança de que o passado de alguma forma ainda sobrevive, mesmo que nas sombras...
(D.A)

