Certa vez em um Hospital em Ourinhos, um paciente sofria com um câncer no estômago. Eu bati na porta e perguntei:
- Posso entrar?
Logo veio a resposta com um ódio descomunal:
- Não! Eu odeio Palhaço.
Normalmente eu sairia do quarto e partiria para outro, mas aquele “não” foi com muito ódio. Uma vez me disseram que a linha que separa o amor do ódio é muito fina, tão fina que se rompe facilmente, então eu voltei:
- Está bem, eu irei embora, mas antes quero lhe dizer que posso realizar qualquer sonho, é só pedir.
Normalmente eu sairia do quarto e partiria para outro, mas aquele “não” foi com muito ódio. Uma vez me disseram que a linha que separa o amor do ódio é muito fina, tão fina que se rompe facilmente, então eu voltei:
- Está bem, eu irei embora, mas antes quero lhe dizer que posso realizar qualquer sonho, é só pedir.
Ele com uma voz cheia de dor, disse:
Sai do quarto, me encostei na parede, tirei meu nariz vermelho, chorei uns dois minutos e voltei.
- Tudo bem então, a gente vai fazer o seu velório.
Nessa hora chamei os meninos que estavam em outros quartos, chamei enfermeiras, zeladoras e montamos uma cena, tipo novela mexicana, de sua morte. Desde a minha reentrada ele estava sorrindo. Suas gargalhadas ecoavam pelos corredores e me senti perfeitamente bem. Achei que era meio egoísta eu me sentir bem sabendo que aquele paciente não viveria muito tempo, contudo, ao ouvir suas risadas, meu palhaço me disse: Larga mão de ser tolo, ouça essas risadas, agora ele está vivendo.
Depois daquele dia decidi, iria ser um Palhaço de Hospital por toda a vida... Pois o Palhaço não é apenas a alegria, ele também é a denúncia, mostrando que necessitamos de mais humanidade e mais amor dentro dos Hospitais.
A vivência prática que o Palhaço proporciona dentro dos Hospitais desperta sentimentos de paz, solidariedade e de amor ao próximo. Uma vez li uma tese que dizia: rir com o palhaço é a possibilidade de rir de si mesmo sem culpa nem compaixão. Rir com o médico comprova a necessidade cada vez maior de uma formação humanista para o exercício da medicina.
Como aquele paciente, devem existir muitos que olham o Hospital como um lugar de medo e não deveria ser assim. O Hospital deveria ser um lugar de esperança e de muito amor e essa é a missão do Palhaço no Hospital!
Alfred Cruz, Dr. Risologista.
Conheça melhor e apoie os Risologistas aqui: https://www.facebook.com/risologistas/
- Eu quero morrer.
Sai do quarto, me encostei na parede, tirei meu nariz vermelho, chorei uns dois minutos e voltei.
- Tudo bem então, a gente vai fazer o seu velório.
Nessa hora chamei os meninos que estavam em outros quartos, chamei enfermeiras, zeladoras e montamos uma cena, tipo novela mexicana, de sua morte. Desde a minha reentrada ele estava sorrindo. Suas gargalhadas ecoavam pelos corredores e me senti perfeitamente bem. Achei que era meio egoísta eu me sentir bem sabendo que aquele paciente não viveria muito tempo, contudo, ao ouvir suas risadas, meu palhaço me disse: Larga mão de ser tolo, ouça essas risadas, agora ele está vivendo.
Depois daquele dia decidi, iria ser um Palhaço de Hospital por toda a vida... Pois o Palhaço não é apenas a alegria, ele também é a denúncia, mostrando que necessitamos de mais humanidade e mais amor dentro dos Hospitais.
A vivência prática que o Palhaço proporciona dentro dos Hospitais desperta sentimentos de paz, solidariedade e de amor ao próximo. Uma vez li uma tese que dizia: rir com o palhaço é a possibilidade de rir de si mesmo sem culpa nem compaixão. Rir com o médico comprova a necessidade cada vez maior de uma formação humanista para o exercício da medicina.
Como aquele paciente, devem existir muitos que olham o Hospital como um lugar de medo e não deveria ser assim. O Hospital deveria ser um lugar de esperança e de muito amor e essa é a missão do Palhaço no Hospital!
Alfred Cruz, Dr. Risologista.
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