CHEGUE NA PAZ

7 de jun. de 2016


Depois de algum tempo pensando, me desfiz de alguns laços, e a minha intenção é seguir em frente sem eles. Não sei o que o amanhã me reserva, não sei se poderão ser refeitos, mas no momento, estou me sentindo bem pela decisão que tomei. Tudo que vira nó, aperta, e tudo que aperta, sufoca, dói, maltrata, e isto não é legal pra gente. As pessoas que nos amam, vão sempre estar por perto, e mesmo que as obrigações diárias as impossibilitem vez em quando, elas sempre darão um jeitinho de saber sobre a gente, de nos cuidarem mesmo que de longe, vão sempre nos procurar e vão nos valorizar também, já as que nos mantem por conveniência não, elas sempre darão um jeitinho de escapar destas responsabilidades do coração, vão sempre nos colocar em segundo plano, e só sentirão a nossa falta, quando sentirem falta de alguma coisa que só nós podemos lhe oferecer, e isto realmente cansa a alma da gente. Não existe jeitinho brasileiro que me faça voltar atrás, quando percebo que dei pernada errada, me mantendo presa a estas "amizades", mas também não me arrependo de tê-las conhecido, querendo ou não, participaram da minha história de vida, porém não faço questão delas em meus sonhos futuros, a não ser que Deus queira. Se tem uma coisa que todos nós precisamos aprender nesta vida, é a respeitar sentimentos, é falarmos pouco, e observarmos mais, é apostarmos naquilo que o outro possa ser, quando os ventos soprarem a seu favor, é não desprezarmos, ignorarmos, acharmos que o jogo não vira, e pensarmos que as voltas que o mundo dá não faz efeitos, porque o tempo é surpreendente, e consegue colocar no lugar o ego de muita gente. Ser humilde e simples de coração ainda é, e continuará sendo uma escada linda para o sucesso, reconhecer os primeiros começos e aqueles que participaram dele também, viva a gratidão, e se possível for, viva o amor real, fazendo o bem, sem diminuir ou se desfazer de ninguém. Aqui se faz, e é bem aqui que as consequências nos acham também.

Cecilia Sfalsin