CHEGUE NA PAZ

9 de jan. de 2016


Pai, toma minhas mãos, que são parte da obra que Tu assinaste: eu mesmo. 

Olha as linhas que são os traços do meu destino e reforma-as na medida do meu merecimento. 

Olha minhas digitais que indicam não haver ninguém igual a mim, o que prova a Tua originalidade, examina-as e julga os crimes que porventura eu tenha cometido.

Pai, vê nas minhas mãos o histórico das minhas doações e até que ponto elas foram válidas. 
Vê também o histórico de tudo o que recebi e julga se sou suficientemente grato.

Pai, nas minhas mãos estão as marcas dos serviços prestados... vê se trabalhei e tenho trabalhado da forma que Tu aprovas. 

Vê quantos foram os toques de afeto e de agressão e apresenta-me o saldo. 

Julga as palavras escritas em meu diário de alegrias e de aflições.

Pai, vê os apertos de mãos que já dei, os acenos de adeus e os sinais de 'sim' e de 'não'. 

Estão sob Teu juízo minha honestidade e minhas dores.

Pai, toma minhas mãos... sente como se através delas o meu coração falasse. Diz se posso olhar-Te nos olhos ou com elas esconder a minha face. Amém!