Com o tempo a gente vai amadurecendo, deixando de brincar com o perigo, fazendo escolhas mais cautelosas, ou coisas dessa natureza e as loucuras a gente comete com lucidez, sem dar tanta importância aos contratempos. Com o passar do tempo a gente se importa menos em ser passado e o presente é um “presente” delirante que tratamos de viver sem tantas questões ou vacilações. Com o passar dos anos, demoramos no amor, apenas pelo conforto que ele nos proporciona. Com o tempo, reciprocidade é teoria, e sentir, expressar, fazer, torna-se individual, momentâneo e intransferível. E a gente não espera tanto pelo outro ou do outro. Com o tempo, nos redimimos com as expectativas e a gente pega emprestado sem nenhum pudor, as metáforas sobre felicidade e vive sem pressa, pois o tempo é o que menos importa. Com o tempo.
(Ita Portugal)

