CHEGUE NA PAZ

18 de jan. de 2015


A devoção é uma forma de unir-se, de fundir-se com a existência. Não é uma peregrinação. Significa apenas perder todos os limites que separam você da existência. É uma relação amorosa. O amor é a união entre almas, uma intimidade profunda entre dois corações, tão profunda que os dois corações começam a dançar no mesmo ritmo em harmonia. Ainda que os corações sejam dois, há uma única harmonia, uma única música, uma única dança. Assim como falamos do amor entre duas pessoas, falamos da devoção entre um indivíduo e toda a existência. Pelo amor o individuo dança nas águas do oceano, ele dança na copa das árvores que dançam ao sol, ele dança com e no brilho das estrelas. Seu coração corresponde à fragrância das flores, à canção dos pássaros, ao silêncio da noite.

A devoção é a morte do eu-personalidade. Por sua própria vontade, você abandona aquilo que é mortal em você. Resta apenas o imortal, o eterno, aquilo que não morre jamais. E aquilo que não morre não pode ser separado da existência - que também não morre, está sempre avançando, não conhece início nem fim. A devoção é a maior e mais bela forma de amor.

(Krishnamurti)