DORES DO CORPO, DORES DA ALMA
Nas minhas observações eu tenho prestado atenção ao modo como sentimos nossas dores. Tantas pessoas acabam deixando o estado emocional influenciar o estado físico e transformam em dor física suas dores emocionais. Saúde física sempre acompanha saúde emocional. A dor física incomoda, dá uma razão mais palpável para a irritação, desvia a atenção e disfarça assim aquela profunda dor emocional, agulhando o tempo todo, na qual não se quer pensar.
Quando alguém pergunta como a pessoa está, ela logo conta de uma dor ou uma doença, e assim desvia a atenção de seu verdadeiro estado. Cada semana uma dor diferente. Como você está aí dentro? Este falar constante, alegre, acompanhado de ‘Só uma dorzinha que estou sentindo hoje’ pode ser o sintoma de uma somatização? Em casos mais graves pode ser até um transtorno psicológico. Mas os casos mais corriqueiros, que acontecem no nosso dia-a-dia, é que me chamam a atenção.
Eu vejo isso acontecendo mas nem sempre posso perguntar: Qual é a dor da qual você não quer falar? De que dor você se esconde?
É um processo que pode servir bem como ‘remédio’ para alguns, talvez nem seja ruim. Sentir a dor física é mais fácil do que as dores ocultas, inexplicáveis. Talvez até sejam mais saudáveis aqueles que se queixam de suas dores emocionais, não tão fáceis de explicar, do que aqueles que escondem as suas, ou trocam por outra que possa ser resolvida com uma pílula analgésica. Para a dor emocional a pílula é a comunicação.
Aprender a entender essas dores e aprender a curá-las pode mudar nossas vidas. De quem sente a dor e de quem tem que ver sofrer aqueles de quem gosta.
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