CHEGUE NA PAZ

18 de abr. de 2014


Vivemos um dos momentos
mais difíceis de nossa história.
O povo está sendo mantido na ignorância e
sustentado por um esquema que alimenta
com migalhas a miséria gerada 
por essa mesma ignorância. 

A tirania mudou sua face. 
Já não encontramos os tiranos do passado 
que com sua brutalidade aniquilavam 
as cabeças pensantes, cortando o pescoço. 
Os tiranos de hoje saqueiam a Pátria e 
degolam as cabeças de outra forma. 
A tirania se mostra pela corrupção 
que impera em todos os níveis. 

Encontramos mais viva do que nunca 
as palavras do Imperador Romano Vespasiano 
que na construção do Grande Coliseu disse: 
“DAI PÃO E CIRCO PARA O POVO”. 
Esse grande circo acontece todos os dias 
diante de nossos olhos, especialmente sob 
a influência da televisão, que dá ao povo 
essa fartura de “pão” e de “circo”. 
Quando pensamos que a fartura acaba, 
surgem mais opções. 

Agora vemos a Pátria sendo saqueada 
para a construção de monumentais 
estádios de futebol. 
Atualmente chamados de arenas, nos moldes 
do que era o Coliseu, uma arena. 

Enquanto isso os hospitais estão falidos, 
arruinados, caindo aos pedaços. 
Brasileiros morrem nas filas e 
nos corredores desses hospitais; 
já outros filhos da Pátria morrem 
pelas mãos de bandidos inescrupulosos 
que se sentem impunes diante 
de um Estado inoperante, 
ineficiente e absolutamente corrompido. 
Saúde não existe, educação não há, 
segurança, muito menos. 

Porém, a construção dos “circos” continua! 
Mas o pão e o circo também vêm dos 
“Big Brothers” das “Fazendas”, das novelas 
que de tudo mostram, menos verdadeiros 
valores e virtudes pessoais. 
Quanto mais circo, mais pão ao povo. 
E o mais triste é que o povo, 
mantido na ignorância, é disso que mais gosta. 
Nas tardes, manhãs e noites, não faltam 
essas opções de “lazer”. 
O Coliseu está entre nós. 
O circo está entre nós. 

Já o pão, esse vem do bolsa isto, do bolsa aquilo, 
mantendo o povo dependente 
do esquema, subtraindo-lhe a dignidade e 
a capacidade de conquistar 
melhores condições de vida 
com base em suas qualidades, 
em seus méritos, em suas virtudes. 

Agora, o circo se arma em torno do absurdo 
que se coloca à população de que o problema 
de saúde é culpa dos médicos. 
Iludem e enganam o povo, pois fazem cair 
no esquecimento o fato de que 
o problema de saúde no Brasil é estrutural, 
pois o cidadão peregrina sem encontrar 
um lugar digno, nem mesmo para morrer. 

Então, absurdamente, 
em desrespeito aos filhos da Pátria, 
são capazes de abrir as portas 
para profissionais estrangeiros, 
alguns poucos não cubanos. 
Os tiranos têm a audácia de repassar
R$ 40.000.000,00 mensais
que são sangrados dos cofres públicos 
para sustentar um outro governo falido 
e também tirano, o cubano; 
um dinheiro sem controle e sem fiscalização. 
Os pobres profissionais que de lá vêm, 
não têm culpa. É um povo sem liberdade, 
sem direito de expressão, escravo da tirania. 
Esses médicos recebem migalhas 
daquele governo. 
Mal conseguem sustentar a si e 
a seus familiares.
Os R$ 40.000.000,00 que serão mensalmente 
enviados para Cuba solucionariam
o problema de inúmeros pequenos hospitais
pelo interior deste País. 
Mas não é a isto que ele servirá.
Nós estamos a financiar
um trabalho explorado, escravizado,
de profissionais que não têm asseguradas 
as mínimas condições de dignidade 
de pessoa humana, porque simplesmente 
não são homens livres. 

E nós, brasileiros, devemos 
nos envergonhar de tudo isto, 
porque estamos sendo responsáveis 
e coniventes por sustentar todo esse esquema, 
todos esses vícios, 
comportando-nos de maneira 
absolutamente inerte. 
Esses governantes, 
que tanto criticam o trabalho escravo, 
também não esclarecem à população 
o fato de um médico brasileiro receber 
o mísero valor de R$ 2,00 
por uma consulta pelo SUS. 
Do valor global anual que recebem, 
ainda é descontado o Imposto de Renda, 
através de uma escorchante 
tributação sobre o serviço prestado, 
que pode chegar ao percentual de 27,5%. 

Em atitude oposta, 
remuneram aqueles que não são filhos da Pátria, 
os estrangeiros, com o valor de 
R$ 10.000,00 mensais por profissional, 
cabos eleitorais desses governantes. 

Profissionais da saúde no Brasil, servidores públicos 
de carreira, à beira da aposentadoria, 
com dedicação de uma vida inteira, 
receberão quando da aposentadoria metade 
do valor pago ao estrangeiro. 
Não podemos aceitar a armação desse circo,
em cujo picadeiro
o povo brasileiro é o palhaço! 

A Maçonaria foi a grande responsável 
por movimentos históricos e 
por gritos de liberdade 
em defesa da dignidade do homem. 
Foi por Maçons que se deu 
o grito de Independência do Brasil, 
da Proclamação da República, 
da Abolição da Escravatura. 
Foi por Maçons que se deu 
o brado da Revolução Farroupilha. 
E o que está fazendo a Maçonaria de hoje 
ao ver o circo armado, com a distribuição 
de um pão arruinado pelo vício 
que sustenta essa miséria intelectual? 
Não podemos ficar calados e inertes!

A Maçonaria, guardiã da liberdade,
da igualdade e da fraternidade, 
valores que devem imperar entre 
todos os povos, precisa reagir, 
precisa revitalizar seu grito, 
seu brado para a libertação do povo. 
Esse é o nosso dever, 
pois do contrário não passaremos 
de semente estéril, jogada na terra 
apenas para apodrecer e não para germinar. 

A Loja Maçônica Acácia das Neves 
incita a todos os Irmãos: para que 
desencadeemos um movimento de mudança, 
de inconformismo, fazendo ecoar 
de forma organizada, a todas 
as Lojas e os Maçons desta Pátria, 
o nosso dever de cumprir e fazer cumprir 
a nossa missão de levantar 
Templos à virtude e 
de cavar masmorras aos vícios! 

Caros Irmãos, 
Concordando com as palavras 
desta manifestação 
da Loja Acácia das Neves de 
São Joaquim, recomendamos a leitura e 
a divulgação entre os Irmãos e 
principalmente entre nossos 
contatos no mundo profano. 

Fraternalmente, 
Alaor Francisco Tissot 
Grão-Mestre - GOSC