CHEGUE NA PAZ

6 de nov. de 2013


Nosso medo é nosso fardo, embora possa 
ser também nosso meio de defesa.
O medo que gera a prudência é positivo e necessário.
Podemos observar já em bebezinhos o medo de perder a mãe. 
Não sei se vocês já viram um vídeo de um aborto 
onde o feto tenta desesperadamente de se agarrar à vida.
Nos animais o medo faz com que se defendam. 
Nesse ponto prepara-os para um eventual perigo.
O medo é o sinal laranja que nos diz "atenção!"
Mas esse pode ser também destrutivo, quando 
deixamos que tome conta da gente. 
Há pessoas que se deixam levar por esse sentimento 
de tal forma que são incapazes de tomar qualquer atitude. 
Elas se bloqueiam, se petrificam diante 
de situações que temem e ficam sem ação. 
E fazendo isso, deixam de viver normalmente, 
são atingidas em pleno peito pelo que tanto receiam.
Muitos morrem do próprio temor. 
Tanto eles temem que acabam atraindo 
para si mesmos a infelicidade. 
É o caso de pessoas que temem acidentes a tal ponto
 de sentirem-se petrificadas diante de uma situação 
que poderiam facilmente evitar. Ou doenças.
Nosso cérebro é algo extraordinário. 
Ele coordena e comanda 
todo o nosso corpo e as nossas ações.
 Exercitá-lo diariamente com nossos medos 
pode ser muito perigoso. 
Nossas palavras têm poder e nossos pensamentos também.
Muitos temem amar. 
Medo de decepções, de sofrimento. 
Preferem se fechar numa concha e olhar o mundo 
através duma janela do que se abrir e se entregar ao inevitável.
 Amor traz sofrimento sim. Mas quanta felicidade traz 
também, quanta agitação no peito, quanto suspiro, 
quanto brilho nos olhos, quanta beleza!
É a velha história do copo pelo meio: 
uns vêm meio cheio, outros meio vazio. 
E isso faz uma grande diferença!
As pessoas otimistas preferirão correr o risco 
e viverão plenamente todas as coisas. 
As outras serão apenas passantes da vida, não viventes.
E o medo é algo tão inerente ao ser humano
 que até mesmo quando se sente feliz, sente medo. 
Medo que seja bom demais, que 
isso passe, que isso se perca. 
E no auge da felicidade o medo se instala. 
E, se instalando, estraga tudo, nos impede 
de viver o momento presente, tão divino. 
Como o ciúme, que corrói a alma e relacionamentos 
e destrói minutos e horas que poderiam ser maravilhosos. 
Jogamos fora nosso tempo a troco de nada.
Então troque!
Troque uma boa briga por um bom beijo! 
Troque a indiferença por um pouco de atenção! 
Troque o medo pela ousadia (só o suficiente)! 
O pessimismo por uma gota de otimismo! 
Um aperto de mão por um gostoso abraço! 
Um instante de inquietação por um segundo de oração. 
Uma maldição por uma bênção!
Experimente a vida!!!

(Letícia Thompson)