CHEGUE NA PAZ

8 de out. de 2013


"Uma hora a gente joga, outra hora é a vez da vida jogar.
É assim sempre. Mas, às vezes, a gente quer forçar
a barra da vida, impor a ela nosso desejo,
enquadrá-la à nossa pressa, determinar o seu tempo,
ditar sozinho a ordem das cenas do grande roteiro.
Acontece que a vida também é rio, é mar;
está sujeita às correntezas, às luas, às tempestades,
aos sóis, aos desígnios do vento e nos põe diante
da sua verdade incontestável: ela flui.
E nos cabe respeitar sua fluência. 
Por vezes é difícil aceitá-la.
Então, a literatura vem e ensaia a gente..."

(Elisa Lucinda)