
É óbvio que não é aconselhável a liberdade da má erva no jardim de flores perfumadas, assim como não se justificaria o apoio incondicional aos desajustados, apenas por que são reflexos do passado. A correção sob o império augusto do amor divino não somente vos libertaria desse passado inglório, como ainda auxiliaríeis os eventos espirituais das vítimas, que hoje vos perturbam a civilização. No entanto, a contradição é pungente no vosso mundo, pois a cólera da Lei recai, inapelável e opressiva, nesses seres psiquicamente transtornados, enquanto é tolerante e protetora para os que constituem a "elite" do crime. Exatamente o criminoso hábil, inteligente, educado em colégios esmerados e munido de vistoso diploma acadêmico, já desembaraçado no convívio social, vós o colocais à testa do patrimônio público. Ele dilapida esse patrimônio, comete injustiças e burla as leis que deve respeitar; escamoteia os direitos alfandegários, impõe a força de suas amizades para garantir as suas falcatruas; desarticula a engrenagem judiciária e inverte concepções da Lei! Usufrui o máximo apetecível, amealha afortuna em curto prazo; apressa a morte dos tuberculosos que não têm hospitais e dos alienados sem asilos; favorece a corrupção dos menores sem proteção, e gera o desespero. no miserável que está faminto. Enquanto outros, credenciados e protegidos pelo beneplácito oficial, são os "gozadores" desse purgatório terráqueo, o verdadeiro desajustado vos perturba, como desagravo ou protesto por não o haverdes recolhido e educado quando, na sua infância, ainda era possível salvá-lo. A vossa civilização buscou-os no seio da mata generosa; e, agora, os marcais com o ferrete aviltante do cárcere, em vez do amparo educativo do amor fraterno.
