CHEGUE NA PAZ

21 de out. de 2013

A vida continua... somos eternos

Não olvides que, além da morte, continua vivendo 
e lutando o Espírito amado que partiu...

Tuas lágrimas são gotas de fel em sua taça de esperança.

Tuas aflições são espinhos a se lhe implantarem no coração.

Tua mágoa destrutiva é como neve de angústia 
a congelar-lhe os sonhos.

Tua tristeza inerte é sombra a escurecer-lhe a nova senda.

Por mais que a separação te lacere a alma sensível,

levanta-te e segue para frente, honrando-lhe a confiança, 
com a fiel execução das tarefas que o mundo te reservou.

Não vale a deserção do sofrimento, porque a fuga é sempre 
a dilatação do labirinto em que nos arroja a invigilância, 
compelindo-nos a despender longo tempo 
na recuperação do rumo certo.

Recorda que a lei de renovação atinge a todos e ajuda quem 
te antecedeu na grande viagem com o valor de tua renúncia 
e com a fortaleza de tua fé, sem esmorecer, no trabalho
(nosso invariável caminho para o triunfo).

Converte a dor em lição e a saudade em consolo, 
porque, de 
outros domínios vibratórios, as afeições inesquecíveis 
te acompanham os passos, regozijando-se com as suas vitórias 
solitárias, portas adentro de teu mundo interior.

Todas as provas objetivam o aperfeiçoamento do aprendiz e, 
por enquanto, não passamos de meros aprendizes na Terra,
 amealhando conhecimento e virtude, em gradativa e laboriosa 
ascensão para a vida eterna.

Deus, a Suprema Sabedoria e a Suprema Bondade, 
não criaria a 
inteligência e o amor, a beleza e a vida, para 
arremessá-las às trevas. 

Repara em torno dos próprios passos.

A cada noite no mundo segue-se o esplendor do alvorecer.

O inverno áspero é sucedido pela primavera estuante
 de renascimento e floração.

A lagarta, que hoje se arrasta no solo, amanhã librará 
em pleno espaço com asas multicolores de borboleta.

Nada perece.

Tudo se transforma na direção do infinito bem.

Compreendendo assim a verdade, entesourando-lhe 
as 
bênçãos, aprendamos a encontrar na morte o grande 
portal da vida, e estaremos incorporando, em nosso próprio Espírito,
 a luz inextinguível da gloriosa imortalidade.

(Emmanuel-Mensagem recebida pelo médium Francisco C. Xavier)