CHEGUE NA PAZ

17 de jun. de 2013


ONTEM, atraiçoamos a confiança de um companheiro, 
induzindo-o à derrocada moral. 
HOJE, guardâmo-lo na condição do parente difícil, 
que nos pede sacrifício incessante.
ONTEM, abandonamos a jovem que nos amava, 
inclinando-a ao mergulho na lagoa do vício. 
HOJE, têmo-la de volta por filha incompreensiva, 
necessitada do nosso amor.
ONTEM, colocamos o orgulho 
e a vaidade no peito de um irmão 
que nos seguia os exemplos menos felizes. 
HOJE, partilhamos com ele, à feição de esposo despótico 
ou de filho-problema, o cálice amargo da redenção.
ONTEM, esquecemos compromissos veneráveis, 
arrastando alguém ao suicídio. 
HOJE, reencontramos esse mesmo alguém 
na pessoa de um filhinho, 
portador de moléstia irreversível, tutelando-lhe, 
à custa de lágrimas, o trabalho de reajuste.
ONTEM, abandonamos a companheira inexperiente, 
à míngua de todo auxílio, situando-a nas garras da delinquência. 
HOJE, achâmo-la ao nosso lado, na presença da esposa 
conturbada e doente, a exigir-nos a permanência 
no curso infatigável da tolerância.
ONTEM, dilaceramos a alma sensível de pais afetuosos 
e devotados, sangrando-lhes o espírito, 
a punhaladas de ingratidão. 
HOJE, moramos no espinheiro, em forma de lar, 
carregando fardos de angústia, a fim de aprender 
a plantar carinho e fidelidade.
À frente de toda dificuldade e de toda prova, 
abençoa sempre e faze o melhor que possas.
Ajuda aos que te partilham a experiência, ora pelos 
que te perseguem, sorri para os que te ferem 
e desculpa todos aqueles que te injuriam...
A humildade é a chave de nossa libertação.
E, sejam quais sejam os teus obstáculos na família, 
é preciso reconhecer que toda construção moral 
do Reino de Deus, perante o mundo, 
começa nos alicerces invisíveis da luta em casa.

Da obra: Amor e Vida em Família. 
Ditado pelo Espírito Emmanuel. 1995.