CHEGUE NA PAZ

10 de jun. de 2013


Luta, pois, e sofre, mesmo sozinho.
Desencarcera-te das primitivas manifestações do instinto,
 por cujos impulsos tens transitado e ascende aos panoramas 
da emoção superior, buscando com os sentimentos nobres 
e a inteligência lúcida, a intuição libertadora.
Não te equivoques com o sorriso dos conquistadores iludidos, n
em suponhas que, promovendo alaridos, 
eles hajam encontrado a felicidade. 
O júbilo que promove balbúrdia é loucura em plena explosão.
A alegria que brota de dentro é como córrego precioso, 
que nasce discretamente e dessedenta a terra 
por onde cantam, docemente, suas águas passantes.
A atroada dos infelizes é produzida pela fuga 
que promovem, aparentando festa interior.
Ei-los que se embriagam por um dia, se entristecem no outro,
 murcham repentinamente e se desgarram na excentricidade 
das alienações mentais, conquanto aplaudidos por outros enfermos, 
sumindo pela porta do suicídio direto ou indireto para 
defrontar a realidade dolorosa, logo depois.
Todo cristão autêntico sofre um “espinho na carne”, 
que lhe dói e é, também, sua advertência.

*****

O Calvário não é apenas a recordação 
ou o nome do lugar onde Ele padeceu.
 É a mensagem eterna da superação do Filho de Deus 
a todas as contingências, circunstâncias e imposições humanas, 
falando de amor, coragem, renúncia e fé.
Todos os mártires da fé, os heróis do bem e os santos do amor, 
caminhando entre os homens, sofriam com alegria o seu calvário, 
que era o sinal de união contínua com Ele, o Herói Estelar.
Abre, desse modo, os teus braços, submete-te à cruz
 redentora e avança. 
Pára a ouvir um pouco as vozes do passado que ensinam 
experiências e não temas: sê fiel a Jesus até o fim!

(Joanna de Ângelis)