
Luta, pois, e sofre, mesmo sozinho.
Desencarcera-te das primitivas manifestações do instinto,
por cujos impulsos tens transitado e ascende aos panoramas
da emoção superior, buscando com os sentimentos nobres
e a inteligência lúcida, a intuição libertadora.
Não te equivoques com o sorriso dos conquistadores iludidos, n
em suponhas que, promovendo alaridos,
eles hajam encontrado a felicidade.
O júbilo que promove balbúrdia é loucura em plena explosão.
A alegria que brota de dentro é como córrego precioso,
que nasce discretamente e dessedenta a terra
por onde cantam, docemente, suas águas passantes.
A atroada dos infelizes é produzida pela fuga
que promovem, aparentando festa interior.
Ei-los que se embriagam por um dia, se entristecem no outro,
murcham repentinamente e se desgarram na excentricidade
das alienações mentais, conquanto aplaudidos por outros enfermos,
sumindo pela porta do suicídio direto ou indireto para
defrontar a realidade dolorosa, logo depois.
Todo cristão autêntico sofre um “espinho na carne”,
que lhe dói e é, também, sua advertência.
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O Calvário não é apenas a recordação
ou o nome do lugar onde Ele padeceu.
É a mensagem eterna da superação do Filho de Deus
a todas as contingências, circunstâncias e imposições humanas,
falando de amor, coragem, renúncia e fé.
Todos os mártires da fé, os heróis do bem e os santos do amor,
caminhando entre os homens, sofriam com alegria o seu calvário,
que era o sinal de união contínua com Ele, o Herói Estelar.
Abre, desse modo, os teus braços, submete-te à cruz
redentora e avança.
Pára a ouvir um pouco as vozes do passado que ensinam
experiências e não temas: sê fiel a Jesus até o fim!
(Joanna de Ângelis)
