CHEGUE NA PAZ

14 de out. de 2012

Essa velhinha

Essa velhinha que vês,
Passando sempre ao sol-posto,
Todo dia, todo mês,
Penosamente a esmolar,

Também foi criança, um dia,
Não conhecia o desgosto,
Brincava, jogava e ria,
Era o anjo de seu lar!...

Depois vieram mudanças,
Trabalhou, sofreu na vida,
Morreram-lhe as esperanças,
Cansou-se-lhe o coração.

Hoje, triste, quase morta,
Sozinha, desiludida,
Esmola, de porta em porta,
A fim de ganhar o pão.

Não te esqueças, meu filhinho,
Que um velhinho abandonado,
Tem sede de teu carinho,
De tua doce afeição...

Aprende a viver mais cedo,
Não fujas amedrontado,
Aproxima-te, sem medo,
Anda cá!
Beija-lhe a mão!

(João de Deus)