
Com os desinteresses em geral,
Com as coisas simples, sem relevância,
Comuns, como biscoitos de água e sal,
E vejo, onde ninguém vê elegância,
Rabiscos de elegância sem igual,
Eu me dou bem com o vento desde a infância,
E com a formiga, com a folha, com a roupa no varal...
Não vivo a perseguir titularias...
Em vez de títulos, as rimas das poesias
Sabem fazer melhor a minha cabeça...
Eu me dou bem desde miúdo entre as miudezas...
Sinto-me em casa entre as delicadezas...
Tomara Deus, por fim, que eu nunca cresça...
Luís Alberto Tavares
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