6 de abr. de 2022



Quem passa pelas passagens complicadas da vida e não aprende nada com elas, obriga que o universo as repita quantas vezes forem necessárias para que aquela lição seja, finalmente, aprendida.

Todas as vezes que se insiste em, propositalmente, permanecer errando, a mesma complicação vai se repetindo, num “looping” interminável de vezes.

O problema vira “bola-de-neve” e nesse vai-e-vem de dias que passam, ele cresce até o momento em que a sensação de sofrimento repetitivo e interminável te obriga a aprender aquilo que o universo tantas vezes tentou te ensinar.

Tem alma que só aprende sofrendo.

Tem coração que só se rende quando não consegue mais se levantar.

Aquele erro cometido na aula que a vida oferece e cuja lição nunca aprendemos, volta amanhã e depois de amanhã, e depois e depois, até que aprendamos o que ele, insistentemente, veio nos ensinar.

A vida é assim:

Ilógica, contraditória, conflitante e incoerente, mas é pedagógica.

A vida é professora.

O caderno é extenso.

Se aprende amando ou chorando, com uma ou com centenas de tentativas.

A vida é teste surpresa, é prova sobre a mesa, sem ao menos avisar, esteja preparado.

Ou se aprende ou se erra.

Tem pessoas que usam as portas para saírem em busca de alegrias e outras usam as portas para baterem a cara.

Passe na primeira oportunidade, aprenda de uma vez ou veja tudo se repetir até o limite do suportável.

A escola da vida pede calma, exige paciência, cobra sacrifícios, mas recompensa com felicidade a quem tem resiliência para aprender e transforma em atitudes os duros ensinamentos.

O formidável é entender que qualquer vida, só será verdadeiramente boa, quando se estiver feliz com ela, com as alegrias e as tristezas, com as facilidades e as dificuldades, com a pancadas e os afagos, com ou sem problemas e, sempre prontos e preparados para fazer novas escolhas.

Certas ou erradas?

Não temos essa certeza!
Só temos que enfrentá-las, pois errar faz parte das lições que a vida, pacientemente, ensina.

O quadro negro está em branco e o giz na sua mão...

(Cleonio Dourado)