Vivo dos instantes que me são permitidos, faço hora nas lembranças, finco o pé onde há serenidade.
Tenho todos os "anos" que o tempo me permitiu, e sempre preferi olhar pra longe, pra muito além do que os meus olhos pudessem alcançar.
Ora, sou onda do mar beijando a areia, como se fosse ficar e, ao voltar, levo comigo as estrelas colhidas numa noite qualquer.
Ora, sou o cais, o porto, o navio atracado, a chegada e a partida. Eu não caibo em mim...
-Eunice Ramos