10 de set. de 2021



“É, sim. Tem dia que bate uma tristeza grandona, uma vontade de ficar bem quietinho onde os ruídos do mundo não possam encontrar a gente.

É, sim. Tem dia que dor antiga dá as caras, que lágrima desliza volumosa, que tudo nos parece mais difícil do que realmente é e as saudades parecem ocupar todo o território do peito.

É, sim. Tem dia que a respiração é áspera.

Que o sorriso míngua. Que chove à beça por dentro.

Que o coração fica todo apertado.

Que a coragem cochila um pouco.

É, sim.

Tem dia que a alma precisa de colinho.”

(Fernanda Coser)