20 de jul. de 2021


Comecei a curar-me quando aceitei, que o que eu considerava as minhas maiores virtudes na realidade eram as minhas maiores barreiras.

Quando me reconheci zangada e caprichosa.

Quando observei que competia e invejava.

Quando aceitei que queria sempre ter razão.

Quando admiti que queria um troféu.

Quando pude ver de longe essa necessidade de aprovação e aceitação, de reconhecimento.

Quando finalmente pude sentir o que é o ego e observar todas as maneiras pelas quais ele se apresenta e me engana.

Quando abdiquei do controle que gostava de ter em todas as circunstâncias.

Quando me aceitei manipuladora.

Quando queria ser sempre a primeira e a única.

Quando reconheci que às vezes falava mal das minhas irmãs.

Quando eu pude gritar a falta que senti do meu pai.

Quando finalmente pude ver que a ansiedade se aproveitava de mim.

Quando pude dizer que, em vez de ser corajosa, queria chorar pela escuridão no meio da tempestade.

E comecei a curar quando pude render-me.

Quando pude reconhecer que todos nós temos uma luz linda.

Que cada um vem com uma missão importante.

Que somos parte de um todo que nos une.

Comecei a curar quando me vi refletida em todas as minhas relações.

Quando aceitei o meu costume ancestral de entrar em conflito.

Quando reconheci a minha natureza no amor.

E, somente aceitando o profundo inconsciente e obscuridade é que
posso mudar as crenças posso ser responsável. Posso continuar com a minha cura, posso ouvir meu coração, com todo o meu amor.

(Valerie Bertshin)