Comecei a curar-me quando aceitei, que o que eu considerava as minhas maiores virtudes na realidade eram as minhas maiores barreiras.
Quando me reconheci zangada e caprichosa.
Quando observei que competia e invejava.
Quando aceitei que queria sempre ter razão.
Quando admiti que queria um troféu.
Quando pude ver de longe essa necessidade de aprovação e aceitação, de reconhecimento.
Quando finalmente pude sentir o que é o ego e observar todas as maneiras pelas quais ele se apresenta e me engana.
Quando abdiquei do controle que gostava de ter em todas as circunstâncias.
Quando me aceitei manipuladora.
Quando queria ser sempre a primeira e a única.
Quando reconheci que às vezes falava mal das minhas irmãs.
Quando eu pude gritar a falta que senti do meu pai.
Quando finalmente pude ver que a ansiedade se aproveitava de mim.
Quando pude dizer que, em vez de ser corajosa, queria chorar pela escuridão no meio da tempestade.
E comecei a curar quando pude render-me.
Quando pude reconhecer que todos nós temos uma luz linda.
Que cada um vem com uma missão importante.
Que somos parte de um todo que nos une.
Comecei a curar quando me vi refletida em todas as minhas relações.
Quando aceitei o meu costume ancestral de entrar em conflito.
Quando reconheci a minha natureza no amor.
E, somente aceitando o profundo inconsciente e obscuridade é que
posso mudar as crenças posso ser responsável. Posso continuar com a minha cura, posso ouvir meu coração, com todo o meu amor.
(Valerie Bertshin)
