Não pequenos espaços ou pouca altura.
Mas longos trechos, grandes estaturas.
Talvez uma águia solitária ou um gavião emissário.
Cruzar o céu todos os dias, enfrentar trovões e ventanias.
Jamais rastejar no chão, quanta agonia...
Quero mesmo é um pássaro ser, do alto saudar o sol ao raiar. Mais alto ainda, com saudade e dor, lhe ver se pôr.
Sentir a imponente bruma fria.
Ao acordar minhas penas secar.
Num raio bem quente de sol me espreguiçar.
Conhecer o mundo, sem passagem e bagagem.
Pura alforria!
Envelhecer e viver, dia após dia.
Sem conhecer sequer por uma noite a agonia.
A ganância humana e a covardia.
Livre ser, sem ter o que temer!
Um pássaro! Como eu queria ser....
