24 de out. de 2019

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Sempre fui uma pessoa de guardar muitas coisas: coisas que comprei nos momentos mais consumistas da minha vida - quando a dor de ser eu mesma era tão grande que eu queria ser outra pessoa através das “posses”, coisas que são lembranças, coisas que eu não uso há anos...

Ontem, eu comecei a fazer um limpa nessas coisas.

Falar de mudança pra mim era a mesma coisa de discutir mil maneiras de me enviar para a forca. Eu sofria muito em deixar as coisas irem. Quando algo quebrava, eu tentava consertar até o último momento - colava dez vezes a mesma peça, tentava arrumar outro uso só para ter uma desculpa pra não jogar fora. Pensava: e seu eu precisar disso no futuro?

Ah, se eu soubesse como esse comportamento iria me trazer tantos problemas...

Sabe quantas vezes bati com a cabeça na parede sem querer largar uma situação que me fazia mal? Sabe quantas desculpas eu arrumei para consertar pessoas - que não queriam ser consertadas?

Mesmo depois de ler os mais diversos livros de organização - alô, Marie Kondo!, eu não conseguia desapegar - nem daquilo que não servia mais. Triste, né?

Foi assim com relacionamentos, pessoas, situações, momentos...

Mas, eu mudei.


Se antes eu não suportava pensar em mudança, hoje eu vejo que estamos em constante transformação dentro de nós mesmas. Não tem como fugir disso. Eu não sou mais a mesma pessoa que fui há 10 anos.

Filhos nascem e crescem, alguns relacionamentos terminam e novos começam, algumas pessoas se afastam e outras se aproximam, trabalhos e prioridades mudam. E você se transforma a cada dia.

Por isso, desapega!

Aproveita e faz um limpa também em si mesma. Quando a gente arruma o nosso entorno, também arrumamos quem somos.

Por isso, desapegue de sentimentos ruins, de mágoas, de arrependimentos, da tristeza, da culpa.

Desapegue de tudo que é peso na sua vida!

Assim, a gente abre espaço para que o novo se manifeste em nossas vidas!

(Katianne Kelly)