
Um brinde ao que deu certo e também ao que não deu, ao riso que foi aberto e àquele que se escondeu.
À quem está sempre por perto e à quem nunca apareceu.
À quem vivia em deserto, mas mesmo assim floresceu.
À quem de luz foi coberto quando tudo era só breu.
À quem pensando ser esperto nada ganhou só perdeu.
E um brinde à vida, às vezes dura e sofrida, mas que a alma agradecida sabe que tudo valeu.
(Milton Cunha)