10 de set. de 2018



É isto que amamos nos outros: o lugar vazio que eles abrem para que ali cresçam as nossas fantasias. 


Buscamos, no outro, não a sabedoria do conselho,
mas o silêncio da escuta; não a solidez do músculo, mas o colo que acolhe. 

Como seria bom se as outras pessoas fossem vazias como o céu, e não tão cheias de palavras, de ordens, de certezas. 

Só podemos amar as pessoas que se parecem com o céu, onde podemos fazer voar nossas fantasias como se fossem pipas.

(Rubem Alves)