17 de nov. de 2017

 

Hoje quero que o vento bagunce meu cabelo e me ensine a ser leve.

Que eu aprenda a suportar o tempo finito de cada coisa e entenda a partida de tudo que não é eterno.

Que o vento me ensine a deitar no colo do Pai e deixar que Ele tome conta. Que eu tenha paz.

Que eu aprenda a fechar meus olhos e confiar. 

Que eu deixe de querer controlar tudo.

Que eu possa esvaziar minha casa, meu guarda-roupa, minha agenda e meu espírito, daquilo que é excessivo e desnecessário.

E, que restaurada por repentina leveza, eu possa ignorar o que não acrescenta e valorizar o que realmente importa.


(Fabíola Simões)