13 de ago. de 2017



A gente cresce e vai perdendo o brilho no olho toda vez que vê injustiça, arrogância, falsidade, preconceito, desamor. Vai perdendo o riso solto e leve, toda vez que vê a falta de esperança que os adultos semeiam, a falta de confiança na vida, no futuro, no outro. 

Por isso é preciso contar às crianças que tem adultos que ficam, chatos, sisudos, mau humorados. Porque tem problemas adultos, ambições adultas, sentimentos adultos, tristeza de adulto. 

E são assim porque ainda não encontraram uma solução adulta. Porque teimam em não buscar novas saídas, em desapegar do que vale muitas moedas, mas não vale a perda do sono, o sufoco, a falta de paz. Teimam em não rever seus conceitos, em não examinar a quantas anda o amor próprio, refazem diariamente contratos, mas rompem o tempo todo o acordo com a vida, o de bem viver, bem dizer, bem querer. Muitos teimam em se refazer por fora porque se esqueceram de como se faz para se iluminar por dentro.

Por isso é preciso dizer para as crianças que nunca desistam do riso, da leveza, do Amor...

Contar a elas que quando a gente cresce é preciso ter muita força pra insistir no bem, que é preciso ir contra a maré de mau gosto pela vida e trazer de volta todas as manhãs o viço no olhar, a palavra que encoraja, que acolhe, que incentiva, que abraça. 

E persistir sempre na positividade na esperança, na fé. Elas precisam saber agora (antes que cresçam) que para ser feliz a gente tem que amar e renascer por dentro todos os dias.

(Rita Maidana)